Publicada em 04/11/2020 às 08h54.
Operação desarticula quadrilha com esquema de fraudes previdenciárias no estado
Os crimes cometidos pela organização criminosa são inserir dados falsos em sistema de informação, estelionato, uso de documentos falso e associação criminosa.


Foto: PF/ Divulgação


Na última sexta-feira (30), a Polícia Federal, em ação conjunta com a Força Tarefa Previdenciária e Trabalhista de Pernambuco, deflagrou a Operação Aturada que desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes previdenciárias. O grupo atuava fraudando diferentes espécies de benefícios de três formas: recebimento de créditos pós-óbito, criação de beneficiários fictícios e atualizações de dados à revelia dos titulares. O cruzamento dos dados nos sistemas corporativos mostrou que a organização criminosa teve participação em pelo menos 227 benefícios suspeitos, os quais serão encaminhados para revisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 


Na operação foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela 36ª Vara da Justiça Federal, num condomínio que fica situada na Rua dos Navegantes-Boa Viagem/PE. No local foram apreendidos 25 cartões bancários, três aparelhos celulares, além de uma picape Hilux. Todo esse material passará por uma perícia técnica com o objetivo de subsidiar as investigações que estão em andamento. Os crimes cometidos pela organização criminosa são inserir dados falsos em sistema de informação, estelionato, uso de documentos falso e  associação criminosa, cujas penas ultrapassam os 20 anos de reclusão.


Dentro desse esquema criminoso, os responsáveis pela fraude usavam documentação falsa e contavam com a ajuda de idosos “laranjas” para criar beneficiários fictícios de Amparo Social ao Idoso, fazer renovação de senha, comprovação de vida, transferências, empréstimos consignados e mudanças de datas de nascimento e de órgãos pagadores. A investigação identificou atividades frequentes de recebimento de créditos após o óbito dos beneficiários, além de situações de reiteradas atualizações de dados à revelia dos reais titulares dos benefícios, os quais passavam a ter seus pagamentos depositados em contas criadas pelo grupo.


A ação contínua de detecção dessas fraudes tem proporcionado uma economia de pelo menos R$ 6 milhões de reais em valores que seriam pagos futuramente a esses supostos beneficiários, caso o esquema não tivesse sido detectado. O nome da operação Atadura, faz alusão a algo que se estende por muito tempo e a alto custo, considerando que a organização atuava há mais de 18 anos e em pelo menos 10 estados brasileiros. A Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista é integrada pela Polícia Federal, Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e Ministério Público Federal e atua em conjunto para o combate eficaz de crimes contra o sistema previdenciário.



FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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