
A
pandemia do novo coronavírus levou a taxa de desemprego a recordes em
20 estados brasileiros em 2020, informou nesta quarta (10) o IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As maiores taxas
foram verificadas em estados do Nordeste e as menores, no Sul.
Os
dados do IBGE confirmam também que mulheres e negros foram mais
penalizados pela crise no mercado de trabalho. Brasileiros com menor
escolaridade também tiveram taxa de desemprego superior à média
nacional.
No ano, a taxa de desemprego ficou em 13,5%, a maior
desde 1993, segundo levantamento da consultoria iDados. No quarto
trimestre, a taxa de desemprego no país foi de 13,9%, a maior para o
período de toda a série histórica do IBGE, iniciada em 2002.
Em
termos absolutos, a população desocupada (que não trabalha mas busca uma
vaga) em 2020 atingiu a média de 13,4 milhões de brasileiros, 840 mil a
mais do que o observado em 2019 e a maior marca da série histórica da
Pnad.
Segundo o IBGE, as maiores taxas de desocupação em 2020
foram verificadas na Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e
Rio de Janeiro (17,4%), enquanto as menores com Santa Catarina (6,1%),
Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%).
Os dados do último
trimestre reforçaram a desigualdade nos impactos da pandemia no mercado
de trabalho. Enquanto a taxa de desemprego entre os homens foi de 11,9%,
entre as mulheres foi de 16,4%. A diferença entre a taxa dos dois casos
se ampliou em relação aos trimestres anteriores.
Já entre as
pessoas pretas, a taxa foi de 17,2%, enquanto a dos pardos foi de 15,8%,
ambas acima da média nacional (13,9%). Já a taxa dos brancos (11,5%)
ficou abaixo da média, disse o instituto.
Entre os grupos
estários, os jovens foram os mais afetados pelo desemprego no quarto
trimestre. No grupo das pessoas de 18 a 24 anos, por exemplo, a taxa de
desemprego ficou em 29,8%.
Brasileiros com ensino médio
incompleto também tiveram desemprego maior do que a média, com 23,7%. Na
outra ponta, a taxa do grupo de pessoas com nível superior completo foi
de apenas 6,9%.
O quarto trimestre de 2020 foi o último em que
houve liberação do auxílio emergencial. Desde setembro, porém, o valor
foi reduzido para R$ 300, ante os R$ 600 pagos nos meses anteriores. Com
a redução, a taxa de desemprego passou a sofrer maior pressão, com mais
gente em busca de uma vaga.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR