Publicada em 19/03/2021 às 08h22.
Estados pedem ação do Ministério da Saúde para a compra de medicações para intubação
Indústria nacional disse não ser capaz de dar conta da alta demanda em todo o País.

UTIs - Foto: Andréa Rêgo Barros/Divulgação/PCR


Alguns estados falaram, nesta semana, que estão perto do esgotamento de medicações utilizadas para realizar a intubação de pacientes diagnosticados com quadros graves da Covid-19. Nesta quinta-feira (18), o Fórum Nacional dos Governadores encaminhou um ofício ao presidente Jair Bolsonaro e ao ainda ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com solicitações sobre o abastecimento desses produtos.  

O chamado kit intubação conta com medicações analgésicas, anestésicas e bloqueadores musculares. “São medicações essenciais para cuidar de pacientes com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) que possam necessitar de intubação e passar um tempo em ventilação mecânica. Para um melhor acompanhamento, requer em torno de 10 a 12 medicações”, disse o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo.  

Segundo ele, o Estado montou um estoque regulador, que tem ajudado a suprir unidades de saúde que encontram dificuldades no mercado. "Cada unidade, pública ou privada, faz suas compras e tem seus fornecedores. O governo montou um estoque regulador e, eventualmente, tem atendido algumas instituições."

"Pernambuco tem estoque que varia de 30 a 120 dias. E tem perspectiva de recebimento. Mas a indústria nacional já comunicou ao Ministério da Saúde que está com dificuldade de acompanhar a alta demanda de pacientes que está precisando dessas medicações”, completou André Longo, que é vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

“Estamos cobrando do Ministério da Saúde uma articulação internacional para que tenha o Governo Federal tenha um estoque regulador para os estados. A articulação nacional para a busca de algumas dessas drogas é fundamental. Não sabemos até quando vai durar essa crise. É uma demanda que só cresce. Nunca tivemos tantos doentes em UTIs e entubados ao mesmo tempo no Brasil. É um problema nacional e que precisa de coordenação nacional. O Ministério da Saúde precisa fazer, do ponto de vista internacional, a compra desses produtos. É dramática a situação em alguns estados”, destacou.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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