Publicada em 21/03/2021 às 17h00.
[ARTIGO] O ADEUS AO BALUARTE DO RÁDIO
Ivan humildemente abriu caminho para muitos comunicadores que se consagraram, através das ondas do rádio.

Imagem: Elielma Santos/ Arquivo pessoal.


Por Andréa Galvão.


Ivan Fernandes de Bulhões está para o rádio como Abelardo Barbosa, o nosso Chacrinha,  sempre esteve para a televisão. Alagoano de berço e caruaruense de coração, nasceu em 12 de março de 1930, foi o precursor no universo  radiofônico e querido em todo estado de Pernambuco. Uma rica trajetória com paradas estratégicas em emissoras como a Liberdade e Difusora, atualmente Jornal do Commercio. Nelas ele conquistou um público fiel que o seguiu durante toda a vida.


O que seria do forró sem O Mestre Ivan? Ele que despretensiosamente inseria músicas na sua programação, participava dos arraiais e com isso alavancou a carreira de alguns ícones do gênero.


Eu, ainda menina, divertia-me muito com seus jargões originais e proferidos com humor nos programas vespertinos. Acompanhava minha saudosa avó no café, enquanto esperávamos a retransmissão das radionovelas. Entre um gole e outro dávamos boas risadas com o " Quara- qua- quá" e "A Hora da Roedeira," momento em que ele dedicava uma canção para os ouvintes que estavam na fossa.


Ivan humildemente abriu caminho para muitos comunicadores que se consagraram, através das ondas do rádio. Ontem ele fez sua viagem definitiva e já nos deixa saudosos da sua presença, carisma e talento.


Vai na PAZ, querido! E sempre que puder, toca aí de cima uma música de amor pra gente, pois é disto que o mundo precisa. Agora mais que nunca!

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