
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O
Ministério da Saúde anunciou neste domingo (21) a suspensão da
exigência de que as autoridades locais reservem metade de suas vacinas
contra o coronavírus para a segunda dose, em busca de acelerar a
atrasada campanha de imunização brasileira e conter um aumento mortal da
Covid-19.
O ministro Eduardo Pazuello, que está prestes a sair
do cargo, indicou que o objetivo da mudança é aplicar pelo menos uma
dose da vacina no máximo de pessoas o mais rápido possível.
O
Brasil, que tem o segundo maior número de mortes na pandemia, está
usando a vacina da Oxford-AstraZeneca e a chinesa CoronaVac, ambas as
quais exigem duas doses.
"Com a liberação para aplicação de
imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias
municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação esta semana, imunizando
uma grande quantidade da população brasileira, salvando e protegendo
mais vidas", afirmou Pazuello em um comunicado.
O ministério
disse que recebeu de fornecedores garantias de que chegariam vacinas
suficientes para assegurar que todos recebessem sua segunda dose dentro
do prazo.
Tem havido um debate internacional entre especialistas
em saúde pública e autoridades sobre essa escolha: se é melhor
administrar o máximo de primeiras doses possível ou reservar metade do
estoque para as segundas doses.
Países como o Reino Unido mostraram resultados promissores ao adotar a primeira estratégia.
Cerca
de 5,5% da população brasileira recebeu pelo menos uma dose até agora,
um ritmo muito lento para que seja cumprida a meta do Ministério da
Saúde de vacinar toda a população adulta até o final do ano.
Em
um impulso ao processo de imunização, o Brasil recebeu neste domingo sua
primeira remessa de vacinas garantidas por meio do programa Covax das
Nações Unidas, destinado a países de baixa e média renda.
Pouco
mais de um milhão de doses da vacina da AstraZeneca foram enviadas para
São Paulo, segundo as autoridades. O Ministério da Saúde disse que mais
1,9 milhão de doses são esperadas até o final do mês sob o programa.
Em
um retrocesso, porém, a Fiocruz, que está fazendo parceria com a
AstraZeneca para distribuir e eventualmente produzir a vacina no país,
confirmou que oito milhões de doses que esperava da Índia foram adiadas.
O
presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma pressão crescente para acelerar a
vacinação e controlar a pandemia, que já deixou 293 mil mortos no
Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos.
FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR