Publicada em 29/04/2021 às 10h05.
Mandados foram cumpridos nos municípios de Caruaru, Palmares, Lagoa do Carro e Paudalho.
Auxílio Emergencial - Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
A
Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Quinta
Parcela, que mira suspeitos de estelionato, associação criminosa e
lavagem de dinheiro.
De acordo com a polícia, os membros da quadrilha são suspeitos de fraudes no Auxílio Emergencial.
Em
Pernambuco, são cumpridos cinco mandados de prisão temporária, 10
mandados de busca e apreensão, além do sequestro e bloqueio de bens e
valores mantidos em contas bancárias de oito pessoas físicas.
Os mandados foram cumpridos simultaneamente nos municípios de Caruaru, Palmares, Lagoa do Carro e Paudalho.
O montante desviado do programa só em Pernambuco pode passar dos R$ 60 mil, segundo as investigações iniciais.
Além
de Pernambuco, a operação cumpre, ao todo, 37 mandados de busca e
apreensão, cinco mandados de prisão temporária e três mandados de
sequestro de bens nos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Rondônia, Mato
Grosso do Sul e São Paulo.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 140 mil dos suspeitos.
A
operação é resultado de uma investigação conjunta da Estratégia
Integrada de Atuação Contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial,
iniciativa que tem a participação Polícia Federal, Ministério Público
Federal, Ministério da Cidadania, Caixa, Receita Federal,
Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União.
Pernambuco
No
Estado, as investigações começaram em dezembro de 2020 e foram
conduzidas pela Delegacia de Polícia Federal em Caruaru e pela Delegacia
de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz).
Segundo a PF, a apuração dos desvios começou a partir da análise de denúncias de fraudes aos auxílios.
A
investigação indicou correlações entre registros da Base Nacional de
Fraude contra o Auxílio Emergencial e detectou que pelo menos oito
suspeitos com endereços nos municípios pernambucanos seriam
beneficiários de ao menos 96 contas do auxílio emergencial fraudadas.
Com
o dinheiro coletado na fraude, os suspeitos efetuaram pagamento de 74
boletos bancários e usaram maquinetas de cartão de crédito, além de
realizarem transações por e-commerce.
Segundo a polícia, toda
essa movimentação nos benefícios fraudados ocorreu entre 5 de maio e 3
de junho de 2020. Essa soma supera R$ 60 mil e o valor pode ser maior,
uma vez que a investigação continua.
A sequência da investigação
busca identificar os demais membros da organização criminosa, outros
benefícios que possam ter sido cadastrados e sacados de forma
fraudulenta, assim como o destino dos valores desviados e sua
recuperação.
A Polícia Federal acrescenta que os membros da
quadrilha podem pegar penas de até 30 anos de reclusão caso sejam
condenados pelos crimes dos quais são investigados.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR
Os comentários abaixo não representam a opinião do Portal Nova Mais. A responsabilidade é do autor da mensagem.