
André Longo, Secretário de Saúde de Pernambuco / Reprodução do google.
Na última segunda-feira
(24), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), divulgou, em
pronunciamento, a ampliação de medidas restritivas de combate à Covid-19 em 65 municípios do Estado. A medida suspende o funcionamento
de atividades econômicas e sociais consideradas não essenciais em qualquer dia
e horário entre os dias 26 de maio e 6 de junho. Em entrevista à Rádio
Jornal, o secretário estadual de Saúde, André Longo, comentou sobre estas novas
medidas.
O secretário destacou que a
adoção das medidas mais rígidas são inevitáveis, tendo em vista o cenário
epidemiológico do Estado atualmente. "São medidas, nesse momento, inevitáveis
e muito importantes para que a gente possa conter a maior circulação viral que
nós temos detectado. Pernambuco passa por um momento de reaceleração, após a
aceleração de fevereiro e março, que conseguimos conter.
Longo comentou sobre a adoção de medidas mais rígidas
especificamente no Agreste de Pernambuco, que registra altas taxas de ocupação
de leitos de UTI. "É uma nova aceleração, especialmente no Agreste.
Os números na região são realmente impressionantes do ponto de vista do
crescimento de demandas lá [...]. Há uma forte pressão no sistema de
saúde", disse. O secretário reforçou que também é observado um aumento de
casos e de solicitações de leitos em outras regiões que não adotarão as medidas
restritivas agora, mas que o cenário é monitorado pelas autoridades de saúde do
Estado.
Durante a entrevista, o secretário informou que o governo
avalia a possibilidade de uma nova variante do vírus estar circulando no
Estado, com presença ainda maior na região do Agreste, onde tem sido
apresentado o maior aumento de casos. "Há a possibilidade de ter uma
nova variante circulando na região do Agreste", disse André Longo.
"Nós pedimos o apoio ao Ministério da Saúde para que a
gente pudesse fazer uma vigilância genômica mais rápida com amostras do mês de
maio de pessoas com diagnóstico positivo da região pra ver se a gente detecta
alguma nova variante circulando. Tamanha é a velocidade com que as coisas estão
se dando no Agreste. Então isso acende essa preocupação para a possibilidade de
termos uma nova variante circulando na região", afirmou o
secretário.
Em virtude do novo decreto, empresários, comerciantes e
representantes de diversos outros segmentos da economia têm se preocupado com a
vitalidade de seus negócios diante de um novo fechamento temporário. Em
resposta, o secretário André Longo afirmou que "não há economia sem
vidas".
"A gente precisa primeiro pensar em salvar vidas. A
economia depende de as pessoas terem condições de estarem circulando. Então a
gente precisa dar essas condições para a região recompor-se do ponto de vista
econômico. A gente tem essa preocupação. Mas é preciso, nesse momento,
priorizar e salvar vidas", destacou André Longo.
FONTE: NE10.