
Noé Magalhães, prefeito de Água Preta, PE./ Imagem: assessoria de comunicação/ Divulgação.
O Ministério
Público Eleitoral de Pernambuco solicitou a cassação da chapa do prefeito de Água
Preta, Noé Magalhães, por supostas más condutas durante o pleito eleitoral que
o conduziu ao cargo do Executivo municipal para o quadriênio 2021-2024. O
pedido também alcança o vice-prefeito Neto Cavalcante.
A
recomendação, publicada nesta quinta-feira (27), ocorreu após recurso impetrado
na segunda instância da Justiça Eleitoral do Estado pelo candidato derrotado Antônio
Marcos de Melo Fragoso Lima (Tonhão). Na primeira instância, as
denúncias de ações ilícitas durante os meses de campanha haviam sido
indeferidas pela 38ª zona eleitoral, sob a alegação de que elas já fizeram
parte de outros processos anteriores.
Segundo
a denúncia aceita pelo Ministério Público Eleitoral, os atuais prefeito e
vice-prefeito de Água Preta cometeram abuso de poder econômico ao promoverem
reformas de ruas, utilizarem um posto de gasolina para divulgação ilegal de
imagem e a realização de uma festa de aniversário na qual foram oferecidas
bebidas de maneira gratuita, além de entrega de cestas básicas e suposta compra
de votos.
A
diferença de votos entre o primeiro e o segundo colocado foi de apenas 75
votos, o que corrobora, segundo o MPE, um contexto para a realização de novas
eleições no município, uma vez que a suposta compra de votos pode ter sido decisiva para o resultado final. A decisão por esse viés, porém, deve ser tomada pelos juízes
do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE/PE).
Ainda
de acordo com o MPE, Noé Magalhães já foi submetido a multas em torno de R$ 250
mil em condenações judiciais. O prefeito permanece no cargo até decisão final
do Tribunal Regional Eleitoral.