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Os governadores de 17 estados e do Distrito
Federal apresentaram uma ação, nesta sexta-feira (28), ao presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pedindo a suspensão do depoimento de chefes
de Executivos estaduais na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.
Assinam o
documento quase todos os governadores convocados para depor aos senadores do colegiado:
Wilson Lima (PSC-AM), Waldez Góes (PDT-AP), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Hélder
Barbalho (MDB-PA), Wellington Dias (PT-PI), Marcos Rocha (PSL-RO), Carlos
Moisés (PSL-SC) e Mauro Carlesse (PSL-TO). A exceção foi Antonio Denarium (sem
partido-RR).
Governantes
que não foram chamados pelos senadores deram respaldo ao pedido, dentre eles
Renan Filho (MDB-AL), Rui Costa (PT-BA), Renato Casagrande (PSB-ES), Ronaldo
Caiado (DEM-GO), Flávio Dino (PCdoB-MA), Paulo Câmara (PSB-PE), Cláudio Castro
(PL-RJ), Eduardo Leite (PSDB-RS), João Doria (PSDB-SP) e Belivaldo Chagas
(PSD-SE).
Na ação,
os líderes dos estados ponderam que convocar governadores para uma CPI no
Congresso Nacional configura um ato abusivo do poder público por violação aos
preceitos fundamentais do pacto federativo e do princípio da separação dos
Poderes.
"A
União Federal não pode interferir na gestão administrativa local, salvo nas
limitadas hipóteses de intervenção federal previstas na Carta Magna. Assim, os
órgãos de cada ente federado devem se restringir a executar as funções
previamente delimitadas na Constituição Federal de 1988. Um órgão estatal,
portanto, não está autorizado a exercer competência federal, e
vice-versa", diz o documento.
Assembleias Legislativas
Os
governadores ainda ressaltam que o Congresso deve fiscalizar apenas a
administração federal. Sendo assim, qualquer CPI na Câmara ou no Senado não
pode extrapolar essa competência. "Os assuntos relacionados às
administrações estaduais somente podem ser objeto de CPIs instauradas no âmbito
do Poder Legislativo local correspondente", destaca o texto.
Eles
lembram também que o Regimento Interno do Senado dispõe que é inadmissível uma
comissão parlamentar de inquérito sobre matérias pertinentes aos estados e
alertam que “os regimentos internos das Casas Legislativas possuem status de
lei ordinária, de maneira que o descumprimento de tal regra pelos membros da
CPI da Pandemia, além de violar a cláusula pétrea do pacto federativo,
configura ato abusivo ilegal".
Os
signatários da ação pedem, por fim, que o STF estenda a decisão de não convocar
governadores para futuras CPIs. "O objeto, pois, é encerrar o ciclo de
constrangimentos ilegais que os governadores dos estados e do Distrito Federal
vêm sendo submetidos a cada nova CPI instaurada no Congresso Nacional."
FONTE:
DIÁRIO DE PERNAMBUCO.