
Registro de coletiva desta quarta-feira (03) / Reprodução do Diário de Pernambuco.
Embora o Agreste ainda
esteja com problemas, a Secretaria Estadual de Saúde acendeu o sinal de alerta
para a Macrorregião III de Pernambuco, que compreende municípios do Sertão do
Moxotó e Pajeú. Nas últimas duas semanas, aquele local registrou um aumento de
68% nas notificações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, saltando de
47 para 79.
"A terceira macro, que
compreende ao sertão do Moxotó e do Pajeú registrou uma aceleração mais rápida,
que passa a ser alvo de nossa preocupação e análise mais criteriosa. Por lá, o
número de casos de SRAG aumentou 18 por cento em uma semana 68 por cento em
quinze dias. É uma aceleração rápida e preocupante", disse Longo.
No Agreste, alvo de medidas
mais restritivas e aumento de instalação de leitos de UTI além de suporte de
oxigênio, foi observada uma estabilização, mas ainda dentro de um número
elevado. A redução foi de 9%."As medidas mais rigidas começaram a fazer
efeito. Não é o que gostaríamos mas freou aaceleração maior que vimos nas
ultimas três semanas. Mas ainda é preciso reduzir mais a geração de doentes
graves porque ainda há uma fila considerável, e que gerou problemas nos
municípios menores e dificuldade de insumos". Na Região Metropolitana do
Recife, a oscilação foi pequena, de 0,7%.
O titular da Saúde informou
também que ontem, foram abertos mais dez leitos de UTI no Hospital Mestre
Vitalino, em Caruaru. Com esses, segundo ele, Pernambuco ganhou mais 60 leitos
na região, sendo 40 deles no Agreste e mais 20 no Sertão. "Também enviamos
154 concentradores para os municípios que mais precisaram e nossa central
emergencial de fornecimento de oxigênio socorreu 40 municípios com 718
cilindros", pontuou.
VACINAÇÃO:
O secretário evitou dar um
prazo para deixar a vacinação aberta para todas as faixas etárias, como fez o
governador de São Paulo, João Dória (PSDB). André Longo explicou que existem
realidades diferentes em vários municípios, que não permitem fixar um prazo.
Além disso, continuou, é necessário que o cronograma de entrega dos imunizantes
não sofra alterações. "Vai depender da disponibilidade da vacina e da
capacidade de operacionalização de cada município. Uma cidade com um grande
polo industrial, por exemplo, vai ter um planejamento diferente de outra que
não tenha indústrias", explicou.
O estado recebeu ontem mais
um lote de vacinas da Astrazeneca/Oxford com 244 mil doses. Os imunizantes
serão utilizados para dar a primeira dose a pessoas com comorbidades e
deficiências, além dos trabalhadores da área de educação, dos ensinos básico e
superior. Ao todo, o estado já recebeu 2.169.170 doses da Astrazeneca/Fiocruz,
além de 1.959.160 doses da Coronavac/Butantan e outras 115.830 doses da
Pfizer/BioNTech, o que totaliza 4.244.160 vacinas. Também serão
distribuídas 3.950 doses da Coronavac/Butantan pelo Programa Estadual de
Imunização, destinadas à aplicação da segunda dose em 82 cidades pernambucanas.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.