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É FAKE! / Reprodução do google.
Circulam nas redes sociais
vídeos que alegam a presença de magnetismo em pessoas que receberam vacinas
contra a Covid-19. As afirmações são #FAKE.
Vacinas contra a Covid não
produzem magnetismo nem contêm ímãs, de acordo com fabricantes e especialistas
no desenvolvimento de vacinas.
Doutor em biotecnologia de
desenvolvimento de vacinas, Lázaro Moreira Marques Neto afirma que nenhuma
vacina atualmente usa nanopartículas metálicas. "Nenhuma vacina tem imã na
sua composição. Vacinas usam apenas os componentes necessários para gerar a
resposta imune desejada, além de componentes para estabilizar e manter a
qualidade da vacina", diz.
"Um ímã é um objeto
feito de material capaz de gerar um campo magnético. Utilizar ímãs em uma
vacina não é necessário para nenhum dos dois objetivos, nem gerar resposta
imune nem estabilizar e manter a vacina."
"Nenhuma das vacinas
desenvolvidas e em uso para Covid-19 apresenta componentes magnéticos em sua
composição. A resposta imune para a vacina também não gera metais magnetizados,
pois o ser humano não consegue magnetizar os metais", diz a doutora Ana
Paula Junqueira Kipnis, doutora em Imunologia e coordenadora da área de vacinas
da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose.
Os fabricantes dos
imunizantes aplicados no Brasil também reforçam que as mensagens são falsas.
"Com relação às informações que têm
circulado em redes sociais e aplicativos de mensagens sobre a vacina ComiRNAty,
contra a Covid-19, produzida pela Pfizer e BioNTech, esclarecemos: é falsa a
informação de que a vacina da Pfizer contra a Covid-19 causa algum tipo de
magnetismo no local da aplicação", diz a Pfizer.
"A vacina não
causa magnetismo. Os possíveis efeitos colaterais estão discriminados em bula. O hidróxido de alumínio é um adjuvante usado na
composição da vacina para auxiliar a proteção (produção de anticorpos) e não
altera a proporção de alumínio no organismo de uma pessoa. Ressaltamos que
materiais paramagnéticos como o alumínio fazem parte da composição do corpo
humano e só podem ser influenciados magneticamente sob a influência de forças
magnéticas muito potentes, como as usadas nos aparelhos de Ressonância
Magnética Nuclear. Em situações cotidianas, as pessoas não se expõem a essas
grandes forças magnéticas", diz o Instituto Butantan.
"A vacina
produzida pela Fiocruz não possui ingredientes em sua composição capazes de
provocar efeito magnético no organismo. A lista de substâncias acrescidas à
formulação das vacinas é pública e consta de suas respectivas bulas. No caso da
vacina Covid-19 Fiocruz/AstraZeneca, mesmo a adição do cloreto de magnésio à
formulação da vacina também não é capaz de gerar qualquer magnetismo. Embora o
magnésio seja um metal, é um elemento não magnético, ou seja, sem propriedades
magnéticas. Trata-se de uma vacina segura e amplamente testada, não havendo
qualquer evidência científica que relacione a vacina a efeitos dessa
natureza", diz a Fiocruz.
Vídeos com pessoas
alegando magnetismo após a vacina circulam em todo o planeta e foram alvos de checagens em vários idiomas. Todas elas com a
mesma conclusão: são falsos. O fenômeno tem despertado testes domésticos e
desafios e brincadeiras na internet.
Especialistas apontam,
em primeiro lugar, que não é possível saber em que condições os vídeos foram
feitos. Eles sugerem que as moedas e outros objetos metálicos podem prender-se
ao corpo das pessoas por efeito da umidade da pele.
"O que faz grudar na pele é a umidade natural da pele, não tem relação com magnetismo", diz o professor e doutor em física Fernando Kokubun, da Universidade Federal do Rio Grande. "É possível, por exemplo, grudar uma tampa de plástico. Eu já fiz isso em casa", afirma. Outra hipótese são resquícios de cola dos curativos usados após a vacinação. Ou seja, nada a ver com a vacina em si.
FONTE: G1.