
Seleção Brasileira / Reprodução do google.
O termo “Copa América” provavelmente bateu o recorde de
procura nos sites de pesquisa em 2021. Mas isso passa longe de ser
considerado um “case” de sucesso.
A busca se deve ao imbróglio envolvendo a realização do
evento, em meio ao combate à Covid-19. Colômbia (por crise política) e
Argentina (crise sanitária) desistiram de sediar a competição.
O
Brasil foi o escolhido para recebê-la. Decisão polêmica, que gerou revolta de
parte da torcida, além de um posicionamento contrário dos atletas e membros da
comissão técnica da Seleção - embora a oposição tenha se limitado a um texto,
sem qualquer risco de desistência de participação.
A Copa
América deste ano já é histórica por seu contexto, sem que isso seja um elogio.
Antes mesmo de a bola rolar, os problemas relacionados ao coronavírus já deram
as caras.
Mais de 10 integrantes da delegação da Venezuela, adversária do Brasil no jogo
inaugural da competição, na noite deste domingo (13), em Brasília, testaram
positivo para a Covid-19. A comitiva da Bolívia também já registrou casos e tem
atletas isolados.
Até dias antes do início, a Copa América correu risco de não ser realizada no
Brasil. O caso foi levado até o Supremo Tribunal Federal (STF). Os 11
integrantes da corte, contudo, se posicionaram pela rejeição das ações
apresentadas por entidades e partidos de oposição contra a decisão de trazer
competição para o País.
Devido
às restrições impostas pela pandemia, os jogos serão disputados sem presença de
público. Brasília (Mané Garrincha), Cuiabá (Arena Pantanal), Goiânia (Olímpico)
e Rio de Janeiro (Engenhão e Maracanã) receberão as partidas.
São dois grupos. Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai estão no A. O
Brasil está no B, ao lado de Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Os quatro
melhores de cada lado avançam para as quartas de final, iniciando a fase de
mata-mata até a final, no dia 10 de julho.
O
Brasil tem algumas indefinições na base titular. Alisson e Ederson brigam por
uma vaga no gol. Na zaga, Thiago Silva pode retomar o espaço, ao lado de Marquinhos,
deixando Eder Militão no banco de reservas.
No meio-campo, Casemiro é peça intocável, mas resta saber quem serão os outros
dois que vão compor o setor. Fred, Douglas Luiz e Lucas Paquetá são os
candidatos.
No ataque, Gabriel Jesus, Gabigol, Roberto Firmino e Richarlison disputam por
duas vagas, completando a parte ofensiva com Neymar.
Com
nove títulos, o Brasil é o terceiro maior vencedor da Copa América, atrás de
Argentina (14) e Uruguai (15). A Seleção faturou a taça da última edição,
realizada em 2019.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.