Publicada em 22/06/2021 às 08h14.
Autonomia a partir de 2022 garantirá vacinação contínua no país.
Queiroga confirmou que chega na próxima terça-feira (22) ao Brasil uma
remessa de 1,5 milhão de doses de vacinas produzidas pelo laboratório
Janssen - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O
ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou nesta segunda-feira (21), em
entrevista ao programa A Voz do Brasil, que o governo federal conseguiu
antecipar mais de 16 milhões de doses de vacinas em 2021.
Durante
a entrevista, Queiroga confirmou que chega na próxima terça-feira (22)
ao Brasil uma remessa de 1,5 milhão de doses de vacinas produzidas pelo
laboratório Janssen. A entrega será feita nesta terça-feira, às 7h, no
Aeroporto Internacional de Guarulhos.
"Com
isso, dá pra afirmar que a população brasileira acima de 18 anos - que
são aproximadamente 160 milhões - estará vacinada até o final do ano de
2021. Uma esperança para pôr fim à pandemia de covid-19”, disse
Queiroga.
O Brasil adotou uma estratégia variada para levar
vacinas aos brasileiros, explicou Queiroga. O acordo de parceria
tecnológica feito pela AstraZeneca e pela Fiocruz permitirá a
independência na produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) até
2022, o que garantirá autonomia para a produção contínua de vacinas em
possíveis futuras campanhas de imunização e reforço.
Queiroga
detalhou também a participação da Covax Facility - um programa de
aceleração, desenvolvimento e compartilhamento de vacinas a contra
covid-19 oferecido pela Organização Mundial da Saúde -, que
disponibilizará imunizantes suficientes para 10% da população
brasileira.
"Entregamos mais de 123 milhões de doses de vacinas,
sendo o Brasil um dos 5 países que mais distribuiu vacinas”, disse o
ministro. “Já é um milagre da ciência termos vacinas em tão curto espaço
de tempo para uma doença tão grave quanto a covid-19. Estamos
trabalhando e buscando as melhores alternativas para atender à população
brasileira”.
Terceira dose
Queiroga
também respondeu perguntas de ouvintes durante a entrevista. Em uma
delas, Queiroga falou sobre a possibilidade de uma terceira dose para o
imunizante CoronaVac. Segundo afirmou o ministro, não há evidências
científicas sobre a necessidade de reforço. Caso haja, não há
informações sobre o que Queiroga chamou de “intercambialidade”, ou seja,
diferentes vacinas usadas para reforçar os efeitos imunológicos contra a
covid-19.
“A evolução da evidência científica progride. Não se
pode querer uma ciência self-service - para o que a gente quer usa a
evidência, para o que não quer não usa. Temos trabalhado fortemente, em
parceria com universidades, com pesquisadores, e a questão da vacina
para 2022 já é a ordem do dia”, ressaltou.
Tempo de efetividade
O
ministro da Saúde explicou que ainda não há dados sobre a duração da
memória imunológica criada pelas vacinas a longo prazo. A cidade de
Botucatu, em São Paulo, está sendo usada como base para estudos
médico-científicos sobre a duração dos efeitos imunizantes das vacinas.
Sobre
as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, Queiroga voltou a garantir a
ampla eficácia e a baixa incidência de efeitos colaterais diversos. O
ministro frisou que todos os imunizantes em uso no Brasil foram
desenvolvidos, testados e estudados pelas principais entidades
sanitárias e de saúde do mundo.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR
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