Publicada em 22/06/2021 às 14h15.
Saúde puxa alta do emprego em serviços com avanço da pandemia
Dos 57.610 postos de trabalho mantidos no setor de serviços naquele em abril, 30.259 vieram do subgrupo saúde humana e serviços sociais.

Enfermeira, profissional fundamental do combate à Covid-19 - Foto: Pexels


Mais da metade dos empregos formais criados no setor de serviços em abril deste ano vieram de trabalhos ligados a atendimentos médicos e hospitalares, a serviços de assistência a idosos e pessoas com deficiência e a assistência social.
 
Abril foi o mês que registrou o maior número de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, em março de 2020. Foram mais de 82 mil óbitos em decorrência da doença.
 
Dos 57.610 postos de trabalho mantidos no setor de serviços naquele mês, 30.259 vieram do subgrupo saúde humana e serviços sociais, segundo dados do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
 
O número corresponde a 52,52% dos empregos em serviços e um quarto (25%) do saldo total para o mês.
 
No emprego, os serviços sociais e de saúde tiveram o segundo mês com o melhor saldo de vagas pelo menos desde janeiro de 2020, quando começa a série histórica do novo Caged.
 
O pico na abertura de vagas em saúde foi em março, quando esse segmento chegou a 41.863 novos postos de trabalho. No mês em que a pandemia de Covid-19 completou um ano, 66.868 mortes pela doença foram registradas no Brasil.
 
O descontrole da crise sanitária a partir do início do ano intensificou o volume de contratações no setor.
 
O saldo de vagas -a diferença entre as demissões e as contratações- nessa área supera, de janeiro a abril, o total registrado ao longo do ano passado.
 
Ao todo, no primeiro quadrimestre deste ano, esse segmento da economia gerou 120.244 vagas de emprego com carteira assinada. De janeiro a dezembro de 2020, o saldo é de 110.542 postos de trabalho.
 
Segundo o Caged, o emprego formal vem em recuperação no Brasil.
 
Os primeiros quatro meses deste ano foram todos de resultados positivos, com mais contratações do que demissões. O saldo total do quadrimestre, com ajustes, é de 957.889 novos postos de trabalho.
 
Um dado fornecido pelo Caged que dá a dimensão do crescimento no número de vagas no setor de saúde, ocorrido ao mesmo tempo em que o Brasil viveu o repique da pandemia de Covid-19, é o da variação relativa, que mostra o quanto os novos empregos representam sobre o estoque de postos de trabalho.
 
De janeiro a abril deste ano, a variação relativa do saldo de vagas geral foi de 2,43%. Entre os serviços, que acumularam 400.455 empregos criados no período, a variação foi de 2,16%. Para o mesmo intervalo de quatro meses, os postos de trabalho em serviços sociais e de saúde representaram 4,88%.
 
Estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) feito com base na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) aponta um crescimento de 3,3% no número de ocupados em atividades de atenção à saúde humana durante a pandemia, ao mesmo tempo em que outras ocupações registraram queda de 8,9%.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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