Publicada em 23/06/2021 às 14h15.
Mourão critica Bolsonaro e Pazuello na gestão do combate à Covid
As críticas foram deitas durante entrevista concedida a uma canal de TV.

Foto: EVARISTO SÁ/AFP


As críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na condução do governo no combate à pandemia do novo coronavírus partem também do vice-presidente, general Hamilton Mourão.
 
Em entrevista a Roberto d'Ávila, da Globo News, na noite dessa terça-feira (22), Mourão disse que 'o maior erro' do governo federal até aqui  foi não ter feito feito ''uma campanha firme' para informar a população sobre os riscos da Covid-19.
 
"Vou dizer para ti qual é o nosso maior erro. Na minha visão, a questão da comunicação, desde o ano passado, de campanhas de esclarecimento da população. Eu acho que este foi o grande erro: (não ter feito) uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas", disse Mourão.

'Prejudicial'
 
Apesar das considerações negativas a respeito do parceiro de chapa, Mourão evitou afirmar, em diferentes momentos da entrevista, que a gestão de Bolsonaro resultou na ampliação do número de mortos em decorrência da Covid. Mourão disse que a gestão de Bolsonaro não foi "prejudicial à nação como um todo".

"Eu não coloco nas costas do presidente essas coisas que têm acontecido. Cada um tem a sua parcela de erro nesse pacote todo aí. É um país desigual: desigual regionalmente e desigual socioeconomicamente", disse.

Pazuello
 
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello também entrou na análise e considerações de Mourão. Para o o general, o colega de farda merece apenas elogios na condução do ministério. Entretanto, destacou que ele não deveria ter envolvido o Exército nas controvérsias geradas por seu desempenho à frente do Ministério. Mourão defendeu que Pazuello deveria ter se afastado da corporação, ou seja, ido para reserva.

"Tenho apreço, me ajudou em momentos difíceis. Pazuello deveria ter compreendido que estava em função política, já tinha atingido o patamar mais elevado (no Exército, o de general), e era hora de ir para a reserva. Teria mais liberdade de manobra para trabalhar", disse.



FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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