Despontando bem nas pesquisas para as eleições de 2022, o ex-presidente Lula (PT) deve desembarcar no Recife no mês de julho. Na agenda, encontro com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que é o elo que o "liga" ao PSB, uma vez que Paulo é vice-presidente nacional da sigla. Além do encontro com o gestor estadual, o líder petista deve se encontrar com a ex-primeira dama Renata Campos, com quem mantém boas relações desde a época do ex-governador Eduardo Campos, pai do prefeito do Recife, João Campos (PSB) que também tem encontro marcado com Lula.
O palanque para a construção de uma Frente Ampla vem sendo construído
desde quando o petista foi considerado elegível pelo STF. De lá pra cá, ele vem
costurando alianças com políticos da esquerda, do centro e centro-direita.
Almoçou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), encontrou-se com
caciques do MDB e do DEM, e segue pavimentando o caminho para sua possível
eleição em 2022. Inclusive, as idas de Marcelo Freixo e Flávio Dino para o PSB,
conforme assinalaram fontes à reportagem, fazem parte deste tratado rumo às
eleições presidenciais.
João Campos, inclusive, protagonizou, em 2020, durante as eleições
municipais, em sua campanha de segundo turno, episódios de antipetismo. Mas, ao
que tudo indica, conforme vaticinaram fontes ao Diario, “águas passadas não
movem moinhos” e não devem mover mesmo. Até porque, o PSB busca um
fortalecimento de uma base contra Bolsonaro. Inclusive, em Pernambuco, há
possibilidade de apostarem na candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao Senado.
Enquanto isso, nomes para o governo de Pernambuco são decididos dentro da
própria sigla. Entre eles, o do ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB),
que, embora apoiado pelo presidente nacional da sigla, Sileno Guedes, já
adiantou ao Diario que não pretende participar do pleito.