
O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), diz que o trabalho dos senadores do comitê é identificar e ajudar a punir os “psicopatas” responsáveis pelas mais de 500 mil mortes por causa do novo coronavírus.
A declaração, dada nesta domingo (27), veio em resposta ao governista Marcos do Val (Podemos-ES), que apontou ausência de foco nos trabalhos de apuração e, em tom irônico, sugeriu que os parlamentares atuassem em prol da prisão de Lázaro Barbosa, assassino em série que está à solta no Planalto Central do país.
Ao rebater Marcos do Val, Randolfe afirmou que a caçada a Lázaro cabe às forças de
segurança.
"Colega Marcos do Val, tenho confiança na atuação das forças policiais para esse serviço. Acho que a nossa missão é encontrar e prender o psicopata (as) responsáveis pela morte de mais de 500.000 brasileiros. Um bom domingo para você!”, escreveu, no Twitter.
As declarações do governista, também postadas no Twitter, foram feitas na manhã de sexta-feira (25), horas antes de os irmãos Luis Miranda apresentarem documentos que embasam acusações de pressão atípica" em prol da compra de doses da vacina indiana Covaxin.
“A CPI está tão sem foco e solicitando a prisão de qualquer um, que poderíamos fazer um bom uso dela. O que vocês acham de pedir ao relator para mandar achar e prender o Lázaro?”, falou ele.
Os últimos depoimentos
Na sexta, o servidor público de carreira Luis Ricardo Miranda esteve no Senado Federal ao lado de seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). Eles apresentaram documentos que podem comprovar tentativas de agilizar a compra da Covaxin.
Segundo o deputado Luis Miranda, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao ser avisado de possíveis ilicitudes no processo, apontou a possibilidade de participação de seu líder na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).
Randolfe vai acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar a postura de Bolsonaro no caso. O presidente pode ter cometido crime de prevaricação ao não comunicar autoridades, àquela época, sobre as informações que recebeu.
FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR