
Foto: Diocese de Pesqueira.
Maria de Nazaré também conhecida como Maria Santíssima pelos católicos foi a mulher israelita que segundo o Novo Testamento teria sido a escolhida para ser a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em cada país, em cada comunidade, ela é invocada de uma maneira e recebe diversos nomes, determinados pela fé dos populares.
Na cidade de Pesqueira, agreste pernambucano, a lendária Vila de Cimbres que já foi distrito e hoje é aldeia, existe uma devoção muito especial que já dura mais de três séculos.
A história conta que no final do século XVII os índios da tribo Xukuru encontraram uma imagem da Virgem Maria dentro de um tronco na mata virgem e depois misteriosamente ela desapareceu. Ao avistarem dentro do tronco novamente, os padres oratorianos os quais fundaram a Vila tentaram retirá-la da árvore e a mesma veio a tombar, vitimando um deles.
A linda e pequenina imagem recebeu o nome de Nossa Senhora das Montanhas e só parou de sumir, quando ocupou lugar de destaque no altar-mor da paróquia de mesmo nome e construída no ano de 1692. Continua lá até hoje.
Depois disso indígenas e fiéis passaram a venerá-la com ardor e o sincretismo religioso deu a tônica do culto. Eles a chamam de Mãe Tamain e passaram a incluí-la juntamente com o Pai Tupã para invocar a força encantada nos seus rituais.
Essa linda demonstração de fé perpassa gerações, suas festividades são iniciadas todos os anos com um novenário que ocorre no momento em que os índios vão buscar lenha na mata para acenderem a fogueira de São João no 23 de junho, culminando Dia 02 de julho com missa solene e procissão com a linda e pequenina imagem de 50 centímetros, ricamente ornada de flores, percorrendo as aldeias e ruas de nossa cidade. É lindo de se ver, Viva a Nossa Mãe das Montanhas!
Por Andréa Galvão.