
O
presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (5) o decreto que
prorroga por três meses o pagamento do auxílio emergencial à população
de baixa renda afetada pela pandemia da covid-19. Com isso, o benefício,
que terminaria agora em julho, será estendido até outubro. De acordo
com a Secretaria-Geral da Presidência da República, o ato será publicado
na edição de amanhã (6) do Diário Oficial da União (DOU).
Também
foi editada uma medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário
para custear o pagamento complementar do auxílio. No mês passado, o
ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o custo mensal do
programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9
bilhões.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado
pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela
pandemia da covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2
mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até
31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste
ano, a nova rodada de pagamentos prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375,
dependendo do perfil. As famílias, em geral, recebem R$ 250; a família
monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que
moram sozinhas recebem R$ 150.
Regras
Pelas
regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal
total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja
inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha
sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há
nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua
valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa
social, seja a do auxílio emergencial.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR