
Mais um caso de violência brutal. Uma mulher trans, de 37 anos, foi assassinada com um tiro, nesta segunda-feira (5), na Comunidade Beira Rio, na Várzea, Zona Oeste do Recife. Crismilly Pérola, também conhecida como Bombom, era cabelereira e foi encontrada às margens do Rio Capibaribe. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deu início às investigações do caso.
De acordo com a ONG Transgender Europe (TGEU), que monitora 71 países, o Brasil segue no topo das nações que mais matam travestis e transexuais no mundo. No ano passado, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil apontou a ocorrência de 175 assassinatos de transexuais no país, sendo a maioria das vítimas mulheres negras e em situação de vulnerabilidade social.
Em Pernambuco, esse é o terceiro caso de violência contra mulheres trans em menos de um mês. No dia 18 de junho, Kalyndra Selva foi encontrada morta dentro de casa, na Zona Sul do Recife. O companheiro da vítima é o principal suspeito do crime. No dia de São João, 24, Roberta Silva foi vítima de uma tentativa de homicídio ao ter 40% do corpo queimado por um adolescente, nas proximidades do Cais de Santa Rita. Ela encontra-se internada no Hospital da Restauração.
O caso de Crismilly Pérola está sendo inicialmente conduzido pelo DHPP. Em entrevista ao G1, o perito criminal Diego Nunes, do Grupo Especializado de Perícias em Homicídios (GEPH), disse que a vítima foi encontrada às margens do Rio Capibaribe, com um tiro que atravessou a mão e penetrou o pescoço. De acordo com ele, não foi identificado sinal de violência sexual.
A família da vítima acredita que o assassinato foi motivado por transfobia - ódio ou aversão a pessoas que se identificam como transexuais. A transfobia envolve violência, seja verbal, psicológica ou física.
FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR