
A
prática de escolher vacina contra a Covid-19 de acordo com o fabricante
deve começar a ser inibida em mais municípios pernambucanos além do
Recife.
Em coletiva virtual realizada nesta terça-feira (6), o
secretário estadual de Saúde, André Longo, apresentou apoio do Governo
do Estado a municípios que tomarem medidas para penalizar aqueles que se
recusarem a ser imunizados por causa do tipo da vacina.
O "Sommelier de vacina" já é penalizado na capital, que optou por bloquear por 60 dias o reagendamento do recusante da vacina.
"Todas
as quatro vacinas em uso no Brasil são seguras, eficazes e evitam casos
moderados e graves, internamentos e mortes pela Covid-19. Além disso, a
vacinação é uma atitude de proteção coletiva: quanto mais pessoas
vacinadas em menor espaço de tempo, mais protegida estará toda a
sociedade, inclusive aqueles que ainda não podem se vacinar, como é o
caso das crianças. Por isso, quando chegar a sua vez, se vacine com o
imunizante que estiver disponível. Vacina boa é vacina no braço.",
ressaltou o secretário.
O gestor informou que apenas gestantes e
pessoas com comorbidades possuem um tipo de vacina delimitada para uso.
"Apenas a vacina da Pfizer hoje tem uma orientação especifica para
gestantes e as pessoas com comorbidades que ainda faltam se vacinar.
Todas as demais podem ser disponibilizadas nos grupos", informou.
Ao
recusar algum tipo de vacina por conta do seu fabricante, a pessoa
acaba por ocupar a vaga de alguém que está na fila e deveria receber o
imunizante.
De acordo com o secretário, ainda não há registro de
pessoas que se recusaram a tomar a vacina por causa do fabricante no
Estado. A negativa era, antes, apontada apenas como recusa. "Até agora
estávamos observando a negativa sem uma motivação específica, não
estávamos classificando essa negativa por escolha vacinal. Esperamos que
agora os municípios tomem medidas para coibir essa pratica que
atrapalha o segmento mais célere na vacinação no Estado", informou
Longo.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR