Publicada em 09/07/2021 às 08h42.
Organizada se reúne com presidente do Santa e cobra saída de executivo de futebol
Encontro aconteceu às vésperas do jogo do Tricolor contra o Altos, pela Série C; fornecedor de material esportivo e reforços também foram temas debatidos no encontro.

Joaquim Bezerra, presidente do Santa Cruz - Foto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco


Uma organizada do Santa Cruz se reuniu, nesta quinta (9), com o presidente do clube, Joaquim Bezerra. No encontro, transmitido ao vivo via rede social, os membros do grupo cobraram mudanças no departamento de futebol, pedindo a saída do atual executivo do setor, Fabiano Melo. Questionado sobre o assunto, o mandatário indicou que uma demissão geraria “instabilidade” no elenco antes da partida de sábado, contra o Altos/PI, no Albertão, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

“Vamos esperar o resultado desse jogo. Se eu demitir Fabiano agora, isso vai alterar os jogadores em campo? Só vamos criar instabilidade nos atletas que vão viajar”, disse Bezerra. A organizada criticou a ausência do executivo de futebol na reunião e as contratações feitas pelo clube para a sequência da Série C. Uma das cobranças foi quanto ao substituto do meia Chiquinho, que deixou o Tricolor para atuar no futebol árabe.

“Quantos jogadores já procuramos para substituir Chiquinho? Pelo menos três. Um meia é a posição mais difícil de se encontrar no Brasil. Quando encontramos, o cara diz ‘não vou porque o time está na Série C’ ou ‘prefiro ficar na reserva da Série B’. Aí a gente diz que vai pagar mais, eles também dizem que não querem”, explicou o presidente.

Joaquim Bezerra também deu a entender que o Santa Cruz está próximo de firmar uma parceria com a Volt Sports, empresa de material esportivo que produz os uniformes de CSA, América/MG e Botafogo/SP. O acordo, porém, não acabaria com a marca própria do clube, a Cobra Coral.

“Não vai sair a Cobra Coral. Ela é uma marca do Santa Cruz. O que existe é que William, operador das lojas, tem uma fábrica licenciada para fabricar os uniformes dos jogos e vender na loja. O Santa recebe, pela venda do uniforme, 10% de royalties da venda do varejo. William tem por obrigação entregar quatro mil peças por ano ao clube. O Santa tem uma receita, com esses royalties, de R$ 460 mil por ano. Dividindo por 12, daria menos de R$ 40 mil por mês”, informou o presidente.

“Recebemos uma proposta da Volt dizendo o seguinte: ela fabrica o uniforme Volt, mas continuando com a marca Cobra Coral, dividindo a operação do varejo com William. Eles pagariam R$ 400 mil de luvas, 15% de royalties, e poderiam garantir royalties mínimos de R$ 1 milhão por ano. Eles trouxeram as camisas que vão inaugurar no Remo no próximo mês. Mas não está nada fechado”, completou.

O Santa é o lanterna do Grupo A da Série C, com três pontos. De acordo com o site “Chances de Gol”, o clube tem 68,3% de risco de rebaixamento à Série D. Os cálculos tradicionais apontam que o Tricolor precisaria alcançar os 21 para evitar a queda. Faltando 12 jogos para o fim da primeira fase, isso significaria vencer metade dos compromissos.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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