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É FAKE! / Reprodução do G1.
Circula pelas redes sociais
um vídeo antigo com entrevistas de ministros do TSE (Tribunal Superior
Eleitoral), entre eles o atual presidente do órgão, Luís Roberto Barroso,
durante a divulgação de um novo modelo de urna eletrônica. Uma legenda que
acompanha as imagens diz que o vídeo prova que Barroso apoiava o voto impresso
em 2017, mas mudou de ideia agora. É #FAKE.
O vídeo de 2017 mostra o
protótipo da urna eletrônica criado para se adaptar ao voto impresso. Isso
porque a lei 13.165/2015 determinava a impressão do voto a partir das eleições
de 2018. Mas a ideia foi derrubada pelo
Supremo Tribunal Federal em junho de 2018. Barroso, aliás, foi um dos que
votaram para derrubar o voto impresso.
Na
ocasião, a Procuradoria Geral da República apontou ao Supremo o risco de o
sigilo do voto ser violado.
O
vídeo que circula nas redes sociais foi editado para mostrar a apresentação do
módulo impresso e, logo em seguida, a declaração de Barroso: "Ela é
esteticamente muito bonita e vem se integrar a esse sistema extraordinário de
apuração eleitoral que nós temos no Brasil". O truque de edição passa a
impressão de que Barroso é a favor do módulo impresso.
No vídeo original,
porém, o que aparece primeiro é o novo modelo da urna, totalmente diferente das
em uso. Ministros dão entrevista antes e depois de Barroso e abordam não o voto
impresso, mas o design da urna, palavra citada pelo então presidente do TSE,
Gilmar Mendes, que antecede Barroso, e por Napoleão Nunes Maia Filho, que o
sucede. No vídeo original, a parte do vídeo que fala do módulo de impressão
fica no final.
O
texto de apresentação do novo layout, inclusive, publicado no site do TSE na mesma data do vídeo, destaca que "a opinião do
ministro Luís Roberto Barroso é a de que o voto impresso é um retrocesso".
"Mas a Justiça Eleitoral tem que se adequar e fazer da melhor forma
possível. Na vida, a gente deve trabalhar para minimizar o risco de problemas e
não para aumentá-los. A sabedoria não é vencer os problemas, mas evitá-los
quando possível”, afirmou Barroso, na ocasião.
Em
2018, durante a votação do Supremo, Barroso reforçou ser contrário à ideia:
"Não há nenhuma evidência de fraude ou risco à lisura das eleições que
justifiquem o risco da adoção desse voto impresso". "É questão de
razoabilidade."
No
mês passado, na Câmara, Barroso disse que "a impressão do voto pode diminuir a segurança na votação. Nosso processo eleitoral eletrônico é seguro, transparente e
auditável."
FONTE: G1.