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Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.
O número de
beneficiários do Auxílio Emergencial encolheu
em junho. Segundo o Ministério da Cidadania, 1.157.856 benefícios foram bloqueados ou cancelados no
mês passado.
Desse total, forram "660.744 bloqueios em
decorrência de indicativos de indícios de irregularidades apontados pela
Controladoria-Geral da União (CGU) e 497.092 cancelamentos em função da revisão
mensal", informou o ministério.
O governo federal afirma que, até o
momento, 39,3 milhões de famílias foram contempladas pelo Auxílio Emergencial
em 2021, e que "ainda trabalha no processamento de
cadastros", a partir das informações disponíveis nas bases de dados
governamentais.
O ciclo de pagamentos da terceira parcela do auxílio foi concluído no dia
30 de junho. Na ocasião, a Cidadania informou que mais de 37 milhões de pessoas
foram beneficiadas de forma direta. Já na segunda parcela, foram 38,3 milhões
de contemplados.
Quando a rodada de
2021 do programa foi aprovada, a previsão do governo era atender 45,6 milhões
de pessoas.
Nesta semana, o
governo anunciou que fará o pagamento de mais três parcelas mensais a partir de
agosto. As datas dos pagamentos, no entanto, ainda não foram definidas. Os
valores seguirão os mesmos com a prorrogação.
Os trabalhadores
podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial,
pelo site auxilio.caixa.gov.br ou
pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/
Revisões mensais:
Questionado sobre
a redução do número de beneficiários, o ministério informou ao G1 que a diferença entre o
total de contemplados por parcela é explicada pelas revisões mensais que são
feitas "para certificar que os cidadãos permanecem atendendo aos critérios
de elegibilidade ao benefício, conforme determina a legislação que disciplina o
pagamento do Auxílio Emergencial 2021, e também pelos bloqueios recomendados
pela Controladoria-Geral da União".
Um novo emprego, com vínculo formal, morte ou recebimento de pensão,
prisão e recebimento de benefícios governamentais causam anulação do benefício.
Segundo o
ministério, o orçamento já aprovado para o auxílio emergencial em 2021 é de R$
64,2 bilhões. "Desde abril foram liberados R$ 26,47 bilhões, e foi
anunciado, nesta semana, um aporte de R$ 20,2 bilhões para o pagamento de mais três parcelas",
explicou.Como contestar a perda do
benefício.
Vale lembrar que
os beneficiários que têm o Auxílio Emergencial suspenso podem contestar a
decisão. "Caso seja constatado que o cidadão atende aos critérios legais,
ele recebe as parcelas retroativamente", informa a Cidadania.
A contestação deve
ser feita pelo site da Dataprev. Para quem teve o benefício negado – e se
encaixa em uma das situações que permitem a contestação - a página vai trazer
um ícone "Solicitar contestação", informando o motivo da negativa.
Após clicar neste
botão, será apresentada pergunta se o beneficiário deseja mesmo apresentar a
contestação e, quando confirmar, a contestação será enviada para avaliação da
Dataprev.
O prazo para
contestação é sempre de cerca de duas semanas após a divulgação da negativa.
FONTE: G1.