
Ministro Luís Roberto Barroso / Reprodução do Diário de Pernambuco.
Em nota
assinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) rebateu acusações do presidente Jair Bolsonaro de que as eleições de 2014
foram fraudadas e chamou as acusações de "levianas". A Corte também
destacou que tentar impedir a realização das eleições é crime de
responsabilidade. Nesta sexta-feira o chefe do Executivo afirmou que “pode não
ter eleição em 2022”.
Bolsonaro
reclama a necessidade de implantação do voto impresso para “evitar fraudes”.
Ele alega que Aécio Neves venceu o pleito de 2014, e não a ex-presidente Dilma
Rousseff, mas não apresenta nenhuma prova. O TSE lembrou que além do próprio
Jair Bolsonaro, seus antecessores também foram eleitos com o sistema atual de
votação.
“Desde a
implantação das urnas eletrônicas em 1996, jamais se documentou qualquer
episódio de fraude. Nesse sistema, foram eleitos os Presidentes Fernando
Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro.
Como se constata singelamente, o sistema não só é íntegro como permitiu a
alternância no poder”, informa o texto divulgado pela Corte.
A
manifestação lembra que tentar subverter o regime democrático e impedir a
votação universal se caracteriza como crime de responsabilidade. “A realização
de eleições, na data prevista na Constituição, é pressuposto do regime
democrático. Qualquer atuação no sentido de impedir a sua ocorrência viola
princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade”, completa o
texto.
O ministro
Alexandre de Moraes também se posicionou e destacou que as eleições vão ocorrer
em 2022. Ele será o presidente do TSE durante o pleito do próximo ano. “Os
brasileiros podem confiar nas Instituições, na certeza de que, soberanamente,
escolherão seus dirigentes nas eleições de 2022, com liberdade e sigilo do
voto. Não serão admitidos atos contra a Democracia e o Estado de Direito, por
configurar crimes comum e de responsabilidade”, escreveu ele nas redes sociais.
FONTE: G1.