Publicada em 13/07/2021 às 09h35.
Homem que morreu após ataque foi mordido por tubarão-tigre, aponta pesquisador da UFRPE
Segundo Jonas Rodrigues, forma da mordida e espaçamento entre dentes indicam que animal adulto de grande porte foi responsável pelo ataque em Jaboatão, no sábado (10).


Tubarão Tigre / Reprodução do google.


O homem de 51 anos que morreu após um ataque de tubarão em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, foi mordido por um animal da espécie tigre, segundo o pesquisador Jonas Rodrigues, engenheiro de pesca da Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE). O caso aconteceu no sábado (10), na altura da Igrejinha de Piedade.


"A espécie envolvida é um tubarão-tigre. [...] Chegamos a essa conclusão a partir do formato da mordida e da distância entre os dentes. É um animal adulto, com tamanho mínimo de 2,6 metros de comprimento total", afirmou Rodrigues.

Os incidentes no litoral pernambucano ocorrem, normalmente, com os tubarões cabeça-chata e tigre, segundo o pesquisador.


Rodrigues explicou que estudos prévios originaram um catálogo que permite a identificação da espécie pela forma da mordida tanto em partes mais rígidas quanto moles do corpo. De posse das informações do Instituto de Medicina Legal (IML), foi realizada a análise do ocorrido com Marcelo Rocha.


A partir dessa metodologia, o pesquisador e a equipe com a qual trabalha chegaram à conclusão do ataque ter sido por um tubarão-tigre adulto, e apenas um animal, visto que não tinham mordidas subsequentes.


O trecho da praia em que Marcelo Rocha foi atacado é o mesmo de outros 12 incidentes, segundo dados do Comitê Estadual de Monitoramento 9Cemit). Desde 1992, quando começaram a ser registrados os ataques no litoral pernambucano, foram notificados outros 65 incidentes com tubarão e mais 25 mortes, nesse período.


Rodrigues observou que o período de inverno é mais propício para ataques de tubarão no estado, visto que as chuvas aumentam turbidez da água. Além disso, a igrejinha de Piedade é uma região crítica, pois fica perto do Rio Jaboatão, apontou o pesquisador.


Por meio de nota, o Cemit informou que "está recebendo os relatórios dos órgãos envolvidos e realizará uma reunião extraordinária para discutir os dados levantados.


Ainda de acordo com o comitê, ao final dos trabalhos, o órgão "se pronunciará sobre a identificação da espécie e como se deu o caso".


FONTE: G1.



 

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