
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.
Entretanto, destaca Fernanda, em caso de infecção do trato urinário (ITU), o ideal é seguir as recomendações do médico, que podem incluir o uso de algum sabonete específico ou até a suspensão dele, usando apenas água para lavar a região.
O diagnóstico de infecção
urinária é feito por exame clínico, segundo o quadro e exames físico e
laboratorial. Um exame solicitado por um médico pode confirmar a suspeita e dar
andamento ao tratamento indicado. “O diagnóstico de certeza é dado pela
urocultura. O único tratamento para a infecção do trato urinário são os
antibióticos, únicos medicamentos que matam as bactérias causadoras da doença.
Há outros tipos de medicamento para dor ou prevenção, mas não para o
tratamento”, acrescenta a ginecologista.
Estima-se que a ITU ocorra em até 30% das mulheres em algum momento da vida. Há
um pico de incidência no início da vida sexual, na gestação e um aumento
progressivo após a menopausa, explica Fernanda. “Em casos de ITU de repetição,
é preciso procurar um especialista para avaliar se há algum fator predisponente
e indicar qual o melhor método de prevenção a ser usado. As infecções urinárias
da bexiga ou uretra, se não tratadas, podem ascender e evoluir para a
pielonefrite [infecção do rim]. Embora na maior parte das vezes seja um quadro
reversível, se não tratada, pode evoluir para uma doença renal crônica, ou até
sepse e morte”
A infecção urinária de repetição ocorre quando a pessoa tem mais de três
infecções urinárias em seis meses, ou mais de seis em um ano. Nesse caso, é
necessária uma investigação médica para verificar se não há nada que obstrua o
sistema do trato urinário.
A causa mais comum de
patologia obstrutiva do sistema urinário é a presença de cálculos, popularmente
conhecidos como pedras, diz a infectologista Thaís Guimarães. “Quando as pedras
são pequenas, conseguem ser expelidas naturalmente, mas, às vezes, pedras muito
grandes necessitam ser retiradas cirurgicamente.”
Uma boa higiene íntima da região genital após uma evacuação ou uma relação
sexual é a melhor maneira de prevenir infecções. O controle do diabetes também
é muito importante para minimizar o problema. Evitar o uso de roupas apertadas
e de calcinhas úmidas também ajuda na prevenção, além de dificultar a
proliferação de fungos e a vulvovaginite.
A ginecologista tem ainda outras recomendações para prevenir o problema: “ter
relações sexuais com a bexiga relativamente cheia e realizar a micção
precocemente após o coito. Fazer a ingestão abundante de líquidos e evitar
longos períodos de tempo sem urinar,”
Thaís recomenda tam bém o uso de cranberry. “Os extratos de cranberry reduzem a
capacidade das E. coli uropatogênicas de aderir ao epitélio do trato
urinário. A Escherichia coli é a bactéria responsável por cerca de
80% das ITUs e é um microorganismo normal da nossa flora intestinal. Algumas
cepas são virulentas e, muitas vezes, responsáveis pelas infecções urinárias.”
As mulheres devem ficar atentas ainda à escolha de métodos contraceptivos. “O
uso de diafragma, capuz cervical e espermicidas eleva o risco de ITU recorrente
e pode alterar a flora vaginal”. A médica aconselha ainda o uso de estrogênio
tópico em mulheres na pós-menopausa, principalmente se tiverem ITU recorrente.
FONTE: NOTÍCIA AO MINUTO.