Publicada em 03/09/2021 às 09h09.
Duas doses de vacina diminuem em metade risco de Covid persistente
Até quatro em cada dez pessoas que contraem o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, ainda se sentem doentes três meses depois - porém, as vacinas podem prevenir que milhões sofram de Covid persistente.

Foto: Shutterstock


Um estudo com dois milhões de britânicos, revelou que os indivíduos estão 49% menos propensos a experienciarem sintomas de longa duração se tiverem tomado duas doses da vacina antes de adoecerem com Covid-19, reporta um artigo publicado no jornal The Sun.

Quase 43 milhões de pessoas no Reino Unido - 79% têm mais de 16 anos - já estão duplamente vacinadas, enquanto os números mostram que 94% têm algum nível de anticorpos no organismo provenientes da vacina ou por terem estado infectados.

O professor Tim Spector, do King’s College de Londres, disse: "a vacinação está reduzindo massivamente as chances das pessoas sofrerem de Covid persistente de duas formas".

"Em primeiro lugar, diminuindo o risco de quaisquer sintomas em oito a dez vezes", acrescentou.

"Reduzindo assim em metade a probabilidade da infecção se transformar em Covid persistente".

"Por isso mesmo, estamos encorajando as pessoas a tomarem a segunda dose assim que puderem".

A Covid persistente pode causar dezenas de sintomas, sendo que fadiga extrema e problemas respiratórios estão entre os mais comuns.

Um estudo da Universidade de Washington alerta que muitos indivíduos também sofrem danos nos rins. O estudo do professor Spector foi realizado tendo como base a aplicação ZOE Covid e comparou os sintomas a longo prazo em diferentes grupos de pessoas.

Verificou-se que as pessoas que haviam tomado as duas doses da vacina estão 31% menos propensas a ter sintomas se contraírem posteriormente o novo coronavírus e têm metade da probabilidade de experienciarem múltiplos sintomas na primeira semana da infecção. Além de prevenirem a doença ou torná-la menos agressiva, as vacinas também inibem os efeitos da Covid a longo prazo.

Entretanto, um outro estudo apurou que a incidência da Covid persistente em crianças e adolescentes é menos comum do que originalmente se pensava, afetando cerca de 14% comparativamente a 40% dos adultos.



FONTE: NOTICIASAOMINUTO.COM.BR

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