Publicada em 05/09/2021 às 11h08.
Brasil iguala seu recorde de medalhas em uma Paralimpíada em Tóquio
País alcança os mesmos 72 pódios dos Jogos disputados em casa, em 2016, com a prata de Alex da Silva na maratona T46.


Brasileiros que trouxeram medalhas para o Brasil / Reprodução do google. 


A medalha de prata de Alex da Silva na maratona T46, na noite deste sábado no Brasil, manhã de domingo no Japão, foi a 72ª e última conquista do país na Paralimpíada de Tóquio. É o recorde em uma só edição dos Jogos, igualando o número da última edição, no Rio 2016.

 

Foram 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze. O Brasil quebrou o recorde de medalhas douradas, que era de 21 em Londres 2012. 

 

Relembre das medalhas do Brasil em Tóquio:

 

  • Ouros (22):

A primeira medalha de ouro do Brasil foi conquistada nos 100m borboleta da classe S14, para deficientes intelectuais. Ele nadou a distância em 54s76, novo recorde paralímpico. Gabriel conquistaria ainda duas pratas e um bronze nos Jogos.


  • Yeltsin Jacques - Atletismo:

O primeiro ouro do atletismo brasileiro em Tóquio chegou com uma arrancada incrível nos 5.000m da classe T11, para deficientes visuais. Uma ultrapassagem sobre o japonês Kenya Karasawa quase em cima da linha garantiu a Yeltsin e ao atleta-guia Carlos Antônio dos Santos o título com o tempo de 15min13s62.

 

  • Silvânia Costa - Atletismo:

Silvânia testou os corações dos torcedores brasileiros no salto em distância da classe T11, para atletas com deficiência visual. Após quatro rodadas ruins, com dois saltos queimados e outros dois com marcas baixas, ela cravou 5m para faturar o bicampeonato paralímpico e ampliar o reinado conquistado na Rio 2016.


  • Wendell Belarmino - natação:

A primeira medalha paralímpica da carreira de Wendell foi conquistada nos 50m da classe S11, para deficientes visuais. Ele bateu na frente com 26s03, à frente do chinês Dongdong Hua (26s18) e do lituano Edgaras Matakas (26s38).


  • Petrúcio Ferreira - Atletismo:

Depois de viver a emoção de ser porta-bandeira, Petrucio celebrou o bicampeonato dos 100m da classe T47, para atletas com amputação nos membros superiores. Ele cobriu a distância em 10s53 e se manteve como o velocista paralímpico mais rápido do mundo em prova que contou ainda com bronze do compatriota Washington Junior.


  • Wallace Santos - Atletismo:

Wallace precisou de seis rodadas para alcançar a glória máxima nas Paralimpíadas: ouro com direito a recorde mundial no arremesso de peso, classe F55, para atletas cadeirantes. A marca de 12,63m lhe rendeu o título duplo, dedicado ao tio e à técnica, falecidos durante a pandemia.


  • Mariana D'Andrea - Halterofilismo:

O primeiro ouro da história do halterofilismo brasileiro em Paralimpíadas foi conquistado por uma mulher. Vice-campeã mundial, líder do ranking e campeã parapan-americana da categoria até 73kg, Mariana ergueu no supino quase o dobro do próprio peso, 137kg, e superou a chinesa Xu Lili.


  • Maria Carolina Santiago - natação:

Carol Santiago faturou o primeiro ouro da natação feminina do país em 17 anos. A pernambucana de 36 anos venceu os 50m livre da classe S13, para atletas com baixa visão, com 26s82, novo recorde paralímpico.


  • Alana Maldonado - judô

Alana Maldonado completou o 29 de agosto dourado para as mulheres com o primeiro ouro do judô feminino do Brasil. Na categoria até 70kg foram duas vitórias por ippon até o triunfo por waza-ari na final contra Ina Kaldani, da Geórgia.


  • Gabriel Araújo - natação:

O primeiro ouro de Gabrielzinho, de 19 anos, veio nos 200m livre da classe S2, para pessoas com deficiência física severa. Ele chamou a atenção ao misturar dois estilos ao longo da prova e sagrou-se campeão com o tempo de 4min06s52. Àquela altura ele já tinha conquistado prata nos 100m costas.


  • Claudiney Batista - Atletismo:

Claudiney, de 42 anos, era recordista mundial e favorito ao ouro no lançamento de disco da classe F56, para cadeirantes. Correspondeu às expectativas e, com 45,59m, novo recorde paralímpico, conquistou o bicampeonato da prova e o quinto ouro do atletismo brasileiro em Tóquio.


  • Elizabeth Gomes - Atletismo

Beth emocionou a todos na final do lançamento de disco da classe F53 (ela é F52), para atletas cadeirantes. Ela garantiu o ouro com 15,68m na primeira tentativa, mas seguiu na prova até quebrar o recorde mundial duas vezes, com 17,62m como melhor marca. Isso aos 56 anos!


  • Yeltsin Jacques - atletismo

O segundo ouro de Yeltsin em Tóquio foi o 100º do Brasil na história das Paralimpíadas. A vitória da vez foi nos 1.500m da classe T11, para deficientes visuais, com muita sobra: 3min57s60 e recorde mundial para ele e para o guia Bira.


  • Maria Carolina Santiago - Natação

Carol subiu ao lugar mais alto do pódio pela segunda vez após vencer os 100m livre S12, para atletas de baixa visão. Ela cravou 59s01 para superar a russa Daria Pikalova praticamente na batida de mão (59s13) e tornar-se a primeira nadadora brasileira a conquistar dois ouros na mesma edição de Paralimpíadas. Neste dia ela ainda ajudou o revezamento 4x100m livre para deficientes visuais a conquistar a prata. Tá bom ou quer mais?


  • Maria Carolina Santiago - ela de novo! - natação:

Porque tem mais! Carol fechou a trinca de ouros com o título dos 100m peito SB12, para atletas de baixa visão. Com a marca de 1min14s89, novo recorde paralímpico, ela deixou para trás a russa Daria Lukianenko e selou a conquista da quinta medalha dela em Tóquio.


  • Alessandro Rodrigo da Silva - Atletismo 

Recordista mundial do lançamento de disco da classe T11, para deficientes visuais, Alessandro garantiu o ouro no primeiro arremesso, com 42,09m. Não satisfeito, seguiu na prova até quebrar o recorde paralímpico com 43,16m.


  • Talisson Glock - natação:

Talisson passou à final dos 400m livre da classe S6, para atletas com deficiência físico-motora, com o melhor tempo geral. Se superou na disputa por medalhas e cravou 4min54s52, pouco mais de um segundo à frente do italiano Antonio Fantin, atual campeão mundial.


  • Gabriel Araújo - natação

O segundo ouro de Gabrielzinho em Tóquio foi absurdo. Nos 50m costas da classe S2, para pessoas com deficiência físico-motora severa, cravou 53s96, mais de três segundos à frente do chileno Alberto Abarza (57s76), o segundo colocado. Foi a terceira medalha dele no Japão. Dá-lhe dancinha no pódio!


  • Nathan Torquato - parataekwon

Na estreia do parataekwondo em Paralimpíadas, Nathan Torquato foi campeão da categoria até 61kg da classe K44, que inclui atletas com deficiência unilateral dos membros superiores. Na final o adversário dele, o egípcio Homaed Elzayat apenas se apresentou sem condições de lutar após sofrer um golpe ilegal nas semifinais. Foi apenas uma formalidade até o árbitro sinalizar o título brasileiro.


  • Fernando Rufino - canoagem

Fernando Rufino foi campeão paralímpico na categoria VL2 da canoagem de velocidade das Paralimpíadas de Tóquio. Com tempo de 53,077s, o brasileiro venceu a decisão, seguido por Steven Haxton (EUA) e Norberto Mourão (POR). Rufino, apelidado de cowboy de aço, conquistou o ouro na prova do Va'a 200m, a canoa havaiana.


O Brasil manteve a hegemonia no futebol de cinco com a 5ª medalha de ouro em cinco edições da Paralimpíadas com a disputa do esporte. O título veio em uma vitória apertada contra a Argentina por 1 a 0 debaixo de muita chuva.


  • Pratas (20)

Atletismo


Alex Douglas Pires da Silva, na maratona T46

Vinícius Rodrigues, nos 100m da classe T63

Raissa Rocha Machado, no lançamento de dardo F56

Thalita Simplício, nos 200m e nos 400m da classe T11

Marivana da Nóbrega, no arremesso de peso F35

Alessandro da Silva, no arremesso de peso F11

Marco Aurélio Borges, no arremesso de peso F57

Thomaz Moraes, nos 400m T47


Natação


Gabriel Bandeira, nos 200m livre S14 e nos 200m medley S14

Gabriel Araújo, nos 100m costas S2

Wendell Belarmino, Douglas Matera, Lucilene da Silva Sousa e Carol Santiago, no revezamento 4x100m livre misto

Cecília Araújo, nos 50m livre S8


Tênis de mesa


Bruna Alexandre, na classe T10


Esgrima em cadeira de rodas


Jovane Guissoni, na classe B


Hipismo


Rodolpho Riskalla, no adestramento classe 4


Parataekwondo


Debora Bezerra de Menezes, na categoria +58 kg K44


Canoagem


Luis Carlos Cardoso, no KL1

Giovane Vieira de Paula, no Va'a VL3

Bronzes (30)


Atletismo


Thiago Paulino, no arremesso de peso F57

Jardênia Felix, nos 400m da classe T20

Washington Júnior, nos 100m rasos T47

João Victor Teixeira, no arremesso de peso e no lançamento de disco F37

Julyana da Silva, no lançamento de disco na classe F57

Petrucio dos Santos, nos 400m da classe T47

Cícero Nobre, no lançamento de dardo F57

Mateus Evangelista, no salto em distância T37

Ricardo Gomes de Mendonça, nos 200m rasos T37

Jerusa Geber, nos 200m T11


Natação


Maria Carolina Santiago, nos 100m costas S12

Wendell Belarmino, nos 100m borboleta S11

Talisson Glock, nos 100m livre S6

Daniel Dias, nos 200m livre e nos 100m livre S5

Phelipe Rodrigues, nos 50m livre S10

Mariana Gesteira Ribeiro, nos 100m livre S9

Beatriz Borges Carneiro, nos 100m peito SB14

Daniel Dias, Joana Neves, Patrícia Pereira e Talisson Glock, no revezamento 4x50m livre misto

Gabriel Bandeira, Ana Karolina Oliveira, Debora Carneiro e Felipe Vila, no 4x100m livre misto S14


Tênis de mesa


Cátia Oliveira, pela classe 2

Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos, na competição feminina por equipes


Judô


Lúcia Araújo, na categoria até 57kg B3

Meg Emmerich, na categoria acima de 70kg B3


Remo


Renê Campos Pereira, no skiff simples PR1

Bocha

Maciel Santos, na classe BC2

José Chagas, na classe BC1


Parataekwondo


Silvana Fernandes, na categoria até 58kg K44


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