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O dia 7 de setembro, feriado
que marca o Dia da Independência no Brasil, tem chamado muita atenção e causado
preocupação no meio político e também por parte de órgãos de controle e Justiça
no país, devido à convocação de atos em defesa do presidente Jair Bolsonaro
(sem partido), com possível teor antidemocrático e golpista.
Embora os maiores protestos
estejam previstos para São Paulo e Brasília, onde o presidente irá discursar,
há organização de manifestações em outras partes do país. No Recife, de acordo
com o presidente do movimento conservador Endireita Pernambuco, Nelson
Monteiro, os apoiadores do presidente vão concentrar suas ações na beira-mar de
Boa Viagem e no bairro da Imbiribeira.
“Vai ter um trio elétrico dos movimentos em frente à Padaria Boa Viagem às 10h”, além de uma carreata na [avenida] Mascarenhas de Moraes, em frente ao Banco do Brasil”, disse Nelson à imprensa durante a visita de Bolsonaro ao Recife.
As pautas, na visão do
militante, não são antidemocráticas e terão como principal reivindicação a
liberdade de expressão. “A gente fala o que é conservadorismo, o que a gente
acredita, e está sendo reduzido o alcance, páginas sendo derrubadas”, afirmou o
líder do Endireita Pernambuco.
Clima de ameaça
As falas do presidente a
respeito da relação entre os três poderes da República têm causado uma crise
institucional e temor de que Bolsonaro decida realizar uma tentativa de ruptura
institucional. Nesta sexta-feira (3), antes de viajar ao Recife, Bolsonaro
afirmou na Bahia que não precisa sair das “quatro linhas da Constituição”, mas
que se “alguém” não especificado tomar essa atitude, "vamos mostrar que nós podemos fazer também".
Às vésperas do feriado do dia 7, a tensão cresceu mais ainda quando os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF) e Filipe Barros (PSL-PR) anunciaram que vão apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para extinguir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Justiça Eleitoral.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.