
Um
Projeto de Lei de autoria do governador de Pernambuco, Paulo Câmara
(PSB), pretende tornar obrigatória a vacinação contra a Covid-19 de
servidores contratados por órgãos e poderes do Estado, incluindo
militares, temporários e terceirizados.
De acordo com o texto do
projeto nº 002661/2021, caso os servidores não comprovem a vacinação
completa contra o coronavírus, "serão impedidos de permanecer nos seus
locais de trabalho" e, com isso, receberão falta até que a regularização
da imunização seja feita e atestada. Sanções também poderão ser
aplicadas.
Os servidores que já tomaram a primeira dose do
imunizante e aguardam a data para a segunda aplicação poderão continuar
trabalhando normalmente, desde que comprovem os prazos entre as doses.
O
projeto foi encaminhado pelo governador às comissões da Assembleia
Legislativa de Pernambuco (Alepe) em regime de urgência, na última
sexta-feira (17), e publicado na edição de sábado (18) do Diário Oficial
da Casa.
O Estado aceitará como comprovante o Certificado
Nacional de Vacinação Covid-19, que pode ser obtido no aplicativo ou na
versão web do SUS Conecte Cidadão, ou então a cópia da carteira de
vacinação entregue pelo respectivo município.
Apenas questões
ligadas à saúde, desde que devidamente comprovadas por laudo médico, são
passíveis de justa causa para a não vacinação.
Em mensagem
encaminhada aos deputados da Alepe, Paulo Câmara afirmou que o "projeto
tem por objetivo conter a disseminação da Covid-19 e assegurar o
adequado funcionamento dos serviços de saúde, de preservação da saúde
pública, bem como dos serviços públicos em geral".
O governador
ainda cita a decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que
determina compulsória a vacinação contra a Covid-19, o que garante a
disposição legal do projeto apresentado por ele.
"A proposição
guarda consonância com a Constituição Federal, que estabelece a
prevalência dos direitos coletivos à vida e à saúde sobre eventuais
interesses individuais, especialmente no enfrentamento às pandemias,
como a que ocorre no atual contexto, devendo aos servidores deste Poder
proceder, pública e particularmente, de forma a dignificar a função
pública", diz a mensagem do governador aos deputados.
Votações na Alepe
Para
se tornar Lei, o projeto será primeiramente votado nas Comissões da
Alepe. O texto foi encaminhado às Comissões de Constituição, Legislação e
Justiça; Administração Pública; e Saúde e Assistência Social.
Em
reunião ordinária, nesta segunda-feira (20), o texto foi distribuído na
Comissão de Justiça e houve a definição da relatoria, que ficará a
cargo do deputado João Paulo (PCdoB).
Após as votações nas
comissões, em caráter de urgência, o projeto segue para ser votado no
plenário da Alepe e, caso aprovado, segue para a Mesa Diretora, que irá
devolver o texto a Paulo Câmara com o que tiver sido decidido pelos
parlamentares.
Para o presidente da Comissão de Constituição,
Legislação e Justiça, o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), a
tendência é que o projeto seja aprovado.
"A tendência é ser
aprovado porque é um consenso hoje dos não negacionistas de que a pessoa
que não se vacina não está colocando em risco apenas a vida dele, mas
também a vida de todos com quem ela interage", disse o parlamentar.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR