
Bienal do livro 2021 / Reprodução do Diário de Pernambuco.
Retornando de forma presencial depois de um ano e meio de pandemia, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco realizou a 13ª edição com o tema “Só existe uma vacina contra a Ignorância. Leia”. A programação híbrida teve duração de 12 dias, gerando cerca de R$ 12 milhões em negócios, e movimentando a economia do estado no período. Cerca de 350 mil pessoas visitaram o evento entre a sua forma virtual e presencial.
Foram realizadas 20 oficinas presenciais, mais de 60 lançamentos literários, 50 palestras presenciais e outras 30 virtuais, apresentações artísticas e muito mais, totalizando 220 atividades. Estiveram presentes ainda 89 livrarias e editoras em 320 estandes, distribuídos no pavilhão interno do Centro de Convenções, em Olinda.
Segundo o produtor da Bienal,
Rogério Robalinho, a Bienal já está consolidada na agenda cultural e econômica
do estado. “É um evento que agrega educação, cultura, cidadania e economia com
uma programação muito extensa. A Bienal tem um vetor econômico de incremento e
enriquecimento do mercado editorial no Brasil e também com outros países do
mundo. Estamos animados com essa reativação econômica do universo da
literatura”, declarou.
Vendas e negócios aumentaram:
No estande da Livraria Leitura, a
comercialização dos livros superaram em 40% a edição anterior já no nono dia de
evento. “Foi muito acima da nossa expectativa. A gente não esperava que fosse
dar tanto público. Foi uma surpresa muito boa e estamos animados para a próxima
Bienal”, disse a gerente da Livraria Leitura, Jéssica Gomes.
Um dos diferenciais desta edição
foi a adoção dos preços baixos, para atrair o público. Com livros de diversos
gêneros a partir de R$ 10, as editoras e livrarias participantes adotaram
descontos progressivos e preços especiais para recuperar o tempo perdido
durante a pandemia da Covid-19.
Segundo o empresário Jacob
Berenstein, que é proprietário de cinco unidades da Livraria Imperatriz no
Estado, a movimentação no estande da livraria na Bienal está acima das unidades
da marca em seus pontos físicos. “Precisávamos ter algo atraente, por isso
decidimos dar descontos de 20%. Está sendo muito positivo e a venda está
acima do que esperávamos por conta da pandemia. A organização trabalhou bem com
as medidas de segurança e isso permitiu que o público comparecesse”, afirmou.
Já no estande da Companhia Editora
de Pernambuco (CEPE), a expectativa é de que o faturamento seja ao menos igual
ao da última edição presencial da Bienal, que foi no ano de 2019. “Para a CEPE,
a Bienal sempre foi um evento importante do lado econômico. O resultado deste
ano está surpreendendo positivamente, estamos com faturamento próximo da última
bienal. O resultado até o momento está satisfatório”, disse o superintendente
de marketing e vendas da Companhia, Rafael Chagas.
De acordo com o sócio da livraria
itinerante Palavra Encantada, Ednilson Câmara, o evento surpreendeu de forma
positiva. “Superou todas as expectativas, principalmente nos finais de semana. Sou
iniciante como expositor, mas já estou reservando minha vaga para 2023. O que
ficou muito evidente é que as grandes hesitaram em vir, mas quem veio fez bons
negócios”, contou.
Já o sócio da Saber Publicações,
Carlos Cazzamatta, veio de São Paulo para a Bienal de Pernambuco pela terceira
vez e destacou que essa foi a melhor edição em que participou. “Para mim foi um
ato de coragem encarar um processo como esse, mas não foi fácil, porém está
sendo a melhor. Faltando quatro dias para acabar a feira já havia vendido mais
do que na última edição. O que também contribuiu na nossa decisão de participar
foram os 100 anos de Paulo Freire, isso chamou de uma forma muito forte”,
destacou.
A Bienal:
A escritora e poeta pernambucana, Cida Pedrosa e o Patrono da Educação no Brasil, Paulo Freire, que teria completado 100 anos em 2021 se estivesse vivo, foram os homenageados da edição deste ano. A curadoria do evento ficou a cargo do jornalista e crítico literário Schneider Carpeggiani. Além de Rogério Robalinho, estiveram à frente da produção da Bienal, Guilherme Robalinho e Sidney Nicéas.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.