Publicada em 17/01/2022 às 11h02.
É #FAKE que Pfizer adicionou trometamina secretamente à vacina da Covid-19 para crianças para tratar ataques cardíacos
A trometamina está presente na composição da vacina para adultos e crianças, mas esta informação é pública e está disponível na bula das vacinas. Além disso, segundo a Anvisa, a Pfizer e especiaistas, a trometamina é usada para controlar o PH da vacina e aumentar o prazo de validade. Portanto, não tem relação com o tratamento de ataques cardíacos.


É FAKE / Reprodução do G1.


Circula pelas redes sociais um vídeo em que um homem diz que a Pfizer adicionou secretamente trometamina às vacinas contra a Covid-19 para crianças. É #FAKE.


"Pfizer secretamente adicionou droga para tratamento de ataque no coração nas vacinas de Covid-19 das crianças... Mas, por que? Eles dizem que ao invés de usar uma solução salina como tampão, que basicamente é colocada em praticamente quase toda vacina, eles estão usando como tampão, mas ela não é listada como tampão. Ela é muito perigosa e muito forte afinador do sangue", diz a legenda do vídeo.

 

A trometamina não foi secretamente adicionada às vacinas. A informação é pública e está disponível na bula das vacinas. Ao contrário do que a mensagem falsa diz, a função da trometamina nas vacinas é bem conhecida e não visa tratar ataque cardíaco. Ela é utilizada para controlar o PH da vacina e aumentar o prazo de validade.

 

Procurada pelo g1, a Pfizer explica os seguintes pontos:


"A adição do excipiente Trometamina à formula da vacina ComiRNaty consta na bula desde dezembro de 2021, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a mudança em sua formulação."


"A Trometamina não possui poder terapêutico e foi adicionada ao imunizante com a finalidade de preservar o RNA mensageiro, garantindo que esse componente resista à degradação ocasionada por um longo período de tempo antes da administração do imunizante. O que significa que a vacina pediátrica pode ser armazenada de 2 a 8°C em refrigeradores comumente disponíveis por até 10 semanas."


"Esse excipiente é uma solução usada para manter um valor de pH estável, sem interferir nos processos de fabricação das doses, e não ocasiona mudanças na composição do imunizante."


A farmacêutica Ana Paula Duarte Souza, pesquisadora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), explica que o conteúdo do vídeo é falso. Ela diz que a trometamina é, sim, um tampão para controlar o PH da vacina.

 

"Trometamina é um tampão usado para controlar o pH de uma solução e é classificada como excipiente. Serve para aumentar o prazo de validade da vacina antes de ela ser administrada nos pacientes. Está na composição da vacina da Moderna contra o Covid-19, então não é nada secreto e não está associada com ataques cardíacos. Pode ser utilizada em pacientes para tratamento de acidose metabólica", afirma Souza.


Souza também destaca que "a trometamina não foi adicionada secretamente na vacina da Pfizer especialmente para crianças", pois o componente está presente também na composição do imunizante para adultos.

 

"Se ler a bula atualizada da vacina na página da Anvisa e na página da Pfizer, após a autorização do uso em crianças de 5 a 12 anos, existem três diferentes composições descritas: uma composição para idades acima de 12 anos que precisa diluir; outra acima de 12 anos que não precisa diluir e contém trometamina; e uma composição para crianças entre 5 e 11 anos que também contém trometamina. Deste modo, o uso de trometamina na composição da vacina não é exclusiva para as crianças. Esse componente está presente também na composição para uso em adultos", afirma.

 

Anvisa autorizou adição da substância


Em nota, a Anvisa esclareceu que "autorizou a inclusão da trometamina na composição da Pfizer" e que "isso está descrito em bula, portanto, não havendo nada de secreto na presença desse componente."

 

"Este é um excipiente comumente usado pela indústria farmacêutica e tem efeito tamponante a fim de contribuir para a estabilidade e as propriedades farmacológicas do produto, ou seja, não tem qualquer relação com prevenção de ataques cardíacos", diz a Anvisa.

 

De acordo com a Anvisa, as vacinas contra a Covid são seguras. A agência autorizou a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Também participaram da avaliação feita pela Anvisa especialistas das sociedades brasileiras de Infectologia (SBI), de Imunologia (SBI), de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm) e de Pneumologia e Tisiologia.

 

A mesma autorização de uso já foi concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia), além de países como Costa Rica, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Peru e Uruguai.

 

Em outubro, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.


FONTE: G1.

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