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Lacre da Secretaria de Defesa Social em ossada chamou atenção de moradores — Foto: Reprodução/WhatsApp
A ossada humana encontrada no Grande Recife em um saco com lacre da Secretaria de Defesa Social (SDS) é de uma mulher de 45 anos que deu entrada, sem vida, no Hospital da Restauração (HR), na capital pernambucana, em 9 de dezembro de 2018.
A informação foi repassada nesta quinta (27) pela Polícia Civil, que investiga o crime de vilipêndio de cadáver e também como os ossos chegaram até o local onde foram achados.
A ossada humana foi descoberta na frente de uma casa, na quarta-feira (26), em São Lourenço da Mata. A diarista Ana Maria de Souza, de 54 anos, tentava desobstruir o córrego que fica em frente ao imóvel, quando percebeu que o que estava entupindo o córrego eram restos mortais.
Nesta quinta, por meio de noita, a Polícia Civil informou que a ossada é de uma mulher que "foi levada para a unidade hospitalar pelos familiares e não apresentava sinais de violência física".
Ainda segundo a polícia, após dar entrada no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, na área central do Recife, o corpo foi reconhecido pela irmã da mulher que morreu.
Em seguida, acrescentou a nota, o cadáver foi entregue à família, "que o recolheu por meio dos serviços de uma empresa funerária".
"Importante ressaltar que, após a necrópsia, o corpo é entregue à funerária ainda com o Número de Indicação Cadavérica (NIC)", disse a polícia, na nota. O caso está sendo investigado pela 9ª Delegacia Seccional.
Segundo o Código Penal, o vilipêndio de cadáveres é considerado crime contra o respeito aos mortos. Previsto no artigo 212, esse ato de vilipendiar cadáveres ou suas cinzas tem penalidade de um a três anos de reclusão, além de pagamento de multa.
O caso
Na quarta-feira, após a denúncia feita pela moradora que achou a ossada, equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Científica foram enviadas para o local, na rua 45, no Parque Capibaribe.
Filha de Ana Maria, diarista que encontrou o material, Aline Ferreira contou que, ao mexer no saco foram encontrados os ossos. Primeiro, afirmou, surgiu um crânio. Ela ressaltou que havia um lacre com a sigla SDS.
Aline disse ao g1 que não foi a primeira vez que apareceram ossos no córrego, mas que a família nunca imaginou que poderiam ser humanos.
FONTE: G1.GLOBO.COM.BR