
Gabriel Medina e Yasmin Brunet - Reprodução do Notícias ao Minuto.
Três dias depois de Gabriel Medina anunciar que não competirá na primeira etapa do Circuito Mundial de Surfe, em Pipeline, no Havaí, no início de fevereiro, para cuidar de sua saúde mental, foi revelada nesta quinta-feira, pelo colunista Léo Dias, do site Metrópoles, a informação do fim de seu casamento com a modelo Yasmin Brunet de acordo com fontes ligadas ao casal.
De acordo com site, os dois estariam apenas vivendo de
aparência e morando em casas separadas. Yasmin se encontra na casa do
condomínio em Maresias, litoral norte de São Paulo, e Medina está em outra. Os
dois ainda não se pronunciaram sobre o assunto e nas redes sociais as
declarações de amor e fotos em paisagens paradisíacas ainda continuam.
Em seu último stories no Instagram, Yasmin compartilhou a
diferença entre gostar, paixão e amor, o que seria um indício de que os dois
estariam afastados. Na última terça-feira, a modelo fez uma postagem com uma
mensagem para o surfista em apoio a sua decisão de não participar da disputa
das primeiras etapas do Circuito Mundial por conta de sua "saúde física e
mental". Ela chegou a fazer um desabafo sobre saúde mental, as batalhas
com depressão e ansiedade.
Em um longo texto, a modelo admitiu que 2021 foi um ano
muito difícil para os dois. "Eu vi em primeira mão tudo que ele sofreu
porque eu sofri junto com ele. Vi ele segurar muita coisa, o que foi
extremamente injusto com ele", escreveu.
Um dia antes disso, Medina explicou as razões de sua
desistência. "Essa foi uma decisão difícil, acredito que uma das mais
difíceis que já tomei. Eu vou me ausentar das primeiras etapas de 2022. Por
mais que eu queira estar na água surfando e competindo, eu não estou bem física
e emocionalmente para isso. E reconhecer que cheguei ao limite tem sido um
processo duro", disse o surfista.
A questão sobre a saúde mental dos atletas vem gerando um
debate importante no esporte mundial desde que a ginasta americana Simone
Biles, cotada para ser o grande nome nos Jogos de Tóquio-2020, abriu mão de
competir para cuidar de sua cabeça. Desde então, o tema deixou de ser tabu
entre muitos atletas.
"No final do ano passado, eu lesionei o meu quadril. Desde então, estava fazendo fisioterapia, tomei a vacina e venho me cuidando para estar bem para esse ano. No entanto, ainda não estou 100%. Somado ao corpo vem a mente, que também não está na melhor fase. Venho de meses desgastantes. E eu preciso olhar para mim nesse momento e me cuidar", afirmou Medina.
"Para quem não está bem, tomar uma decisão como essa
não é fácil. Eu me questionei mil vezes se eu deveria me expor ou não. Se eu
comunicaria apenas que não competiria por meio de uma nota oficial mais formal? Mas eu não acho
justo. E porque também não
tenho motivos para esconder. A saúde física é muito importante, mas a saúde mental é tão importante quanto. Não tem como
estar 100% se uma não está
alinhada com a outra", continuou.
O surfista revelou que já está se tratando e se cuidando.
"Vou priorizar a minha saúde nesse momento. Estou empenhado e focado para
voltar bem e encontrar vocês assim que eu estiver pronto. Desde já eu agradeço
a atenção, a compreensão e o carinho dos meus fãs, da imprensa e o respeito dos
meus patrocinadores".
Medina vem de um ano tumultuado em sua carreira e também
na vida pessoal. Em 2021, ele arrasou no Circuito Mundial e ficou com o título
dando show. Mas ficou aquém do esperado na Olimpíada de Tóquio, saindo sem
medalhas após perder na semifinal e na disputa do bronze. Ele ainda contestou
as notas que recebeu na semifinal da disputa no Japão contra o local Kanoa
Igarashi.
Longe das competições, ele enfrentou questões familiares.
Rompeu com Charles Saldanha, seu padrasto e técnico durante toda a sua carreira
até então, e teve grandes desavenças com a mãe Simone. Isso tudo culminou na
parada de seu projeto social em Maresias. Por outro lado, contratou o
australiano Andy King como seu novo treinador e se reaproximou do pai
biológico.
Pouco antes da Olimpíada, ele teve divergências com o
Comitê Olímpico do Brasil (COB). O surfista teve negado seu pedido para
credenciar Yasmin Brunet como membro de sua equipe técnica para a Olimpíada. A
entidade havia informado aos atletas que só liberaria uma pessoa como acompanhante
no Japão, em razão das medidas restritivas impostas pelos Jogos Olímpicos
devido à pandemia.
Medina já havia inscrito seu treinador para receber o credenciamento. O COB disse que a troca não era possível e a polêmica foi alimentada por publicações de Yasmin nas redes sociais criticando a entidade. E quase ofuscou a performance do surfista brasileiro nas águas japonesas.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.