
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução da Folha de Pernambuco.
O ano letivo de 2022 começou para os alunos das escolas
particulares de Pernambuco. As instituições de ensino retomaram as aulas na
manhã desta terça-feira (1º), com atividades presenciais, duas semanas após o
início da vacinação infantil contra a Covid-19.
Neste novo retorno, os estudantes devem seguir as recomendações de uso de máscara e higienização das mãos, mas o distanciamento mínimo entre eles não é mais obrigatório. Também não será exigido passaporte vacinal, segundo orientação do Sindicato dos Estabelecimento de Ensino do Estado (Sinepe-PE).
Para receber os alunos, as unidades apostam no clima de
confraternização. Na Zona Norte do Recife, o Colégio Saber Viver, localizado no
bairro do Espinheiro, fez uma recepção com música. Além do DJ, dois artistas
vestidos de mímicos animavam a garotada.
“Está sendo uma alegria imensa. Aqui a gente acredita muito no formato de ensino presencial devido às relações pessoais e prepara um dia superalegre”, comenta a diretora pedagógica Natália Ayres.
Avó da estudante Maysa, de 9 anos, a economista Cristina Kirzner, 63, já garantiu a primeira dose da neta e se sente bastante aliviada. “Graças a Deus ela está vacinada, a ansiedade nossa era muito grande. E eu sei que a escola é muito cuidadosa”, disse. Maysa estava com saudade dos colegas. “Muita, muita, muita [saudade]. Vou brincar com meus amigos e aprender muito”, ressaltou.
Protocolos
Em Olinda, o Colégio DOM, localizado no bairro de Casa
Caiada, que atende mil alunos do Ensino Infantil ao Médio, contou até com a
ajuda de um super-herói para animar os jovens. Lá, foi o Homem-Aranha quem fez
a recepção, tirando fotos e interagindo com eles. Mas, para além da festa, o
coordenador pedagógico do Ensino Médio, Genildo Júnior, ressaltou a necessidade
de cumprir os protocolos.
“Este é um momento de muita atenção. A gente conta com a
colaboração dos pais no sentido de que, se você tem em casa alguém com sintomas
gripais ou teve contato com alguém que apresentou, deixe a criança em casa
porque ela não vai ser prejudicada. Ela vai ter aula remota”, afirmou.
Ainda de acordo com o coordenador, o número de estudantes
nas salas aumentou desde o ano passado. “Muitos deles estão há dois anos,
praticamente, sem vir à escola. É uma perda pedagógica muito forte. Então, a
gente está com todo o cuidado”, informou.
Começando o segundo ano do Ensino Médio, a estudante Sely Maria, 17, conta que, em 2021, não teve aula presencial “direito”. “Estava bem ansiosa para voltar. A aula presencial é bem melhor que a remota. Sentia falta do contato com todo mundo”, comentou.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.