
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do G1.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação
de Pernambuco (Sintepe), Ivete Caetano, falou sobre o reajuste salarial do
professores, das negociações com o Governo do Estado e do retorno das aulas
durante uma entrevista à Rádio CBN Caruaru, na manhã desta quinta-feira (3).
O reajuste do piso salarial dos professores foi de 33,24%, mas este valor ainda está em negociação com o Governo de Pernambuco, segundo Ivete Caetano.
"Esse cálculo é baseado no valor do custo aluno, de uma
diferença do ano de 2020 para 2021. Essa diferença do custo aluno de um ano
para outro é o que estabelece a diferença para o reajuste do ano seguinte, que
é no caso 2022. Então desde o ano passado que essa portaria já havia sido
publicada, mas o Governo Federal não tinha feito o anúncio oficial. Aqui em
Pernambuco, nós tivemos uma negociação na última semana do mês de janeiro, e o
governo colocou essa questão como indefinida, e a gente sabe que muitos estão
negando esse reajuste. Houve uma mobilização nacional muito grande e vários
deputados e senadores se movimentaram para garantir a vigência da lei. Então solicitamos
uma reunião o mais breve possível e eles ficaram de se posicionar e apresentar
uma outra proposta. Estamos esperançosos de que o Governo de Pernambuco não
fique fora da lei", enfatizou.
A presidente do Sintepe também reforçou a importância de investimentos na qualificação dos profissionais da educação.
"A
valorização profissional dialoga diretamente com a qualidade da educação, isso
está nos princípios da constituição federal. É um diálogo muito perto quando os
governos investem no profissional de educação".
Sobre a volta das atividades escolares de forma presencial, Ivete acredita que ainda é uma situação difícil e arriscada para todas.
"É uma situação difícil para todo mundo, pais, estudantes, profissionais. Ainda não estamos na normalidade, estamos entrando no terceiro ano da pandemia, alertamos ao governo sobre a possibilidade de surtos de gripe e até de Covid nas escolas. Vamos retomar, mas não vamos ter uma normalidade de 100%, e sabemos que muitos vão adoecer", afirmou.
FONTE: G1.