
Putin / Reprodução do google.
A crise na Ucrânia segue tendo
desdobramentos e a tensão no Leste Europeu continua em alta. Nesta terça-feira
(15), novos episódios envolvendo os Estados Unidos e a Rússia mantiveram as
atenções mundiais voltadas ao risco de um ataque russo à Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir
Putin, anunciou, nesta terça-feira (15), o início da retirada das forças russas
concentradas por vários meses nas fronteiras ucranianas. Diante da decisão, Joe
Biden, líder dos EUA, se pronunciou e elogiou a iniciativa, mas disse que ainda
há "uma grande possibilidade", da Rússia atacar a Ucrânia e manteve a
pressão sobre Moscou
A saída das tropas “seria
positivo”, de acordo com o discurso feito por Biden na Casa Branca. Mesmo
assim, os Estados Unidos ainda não verificaram a implementação. “Ao contrário,
nossos especialistas consideram a invasão uma possibilidade muito distinta”,
reafirmou.
Esses militares, de acordo com
o presidente americano, agora são mais de 150 mil. Esse contingente permanece
em uma posição ameaçadora, ao redor da Ucrânia, no lado russo ou em Belarus.
"Os Estados Unidos estão preparados para o que acontecer. Estamos prontos
com a diplomacia. Estamos prontos para responder decisivamente ao ataque russo
à Ucrânia", garantiu.
Bolsa no azul
Com o aceno da “retirada
parcial”, conforme disse Putin, Wall Street voltou a operar no azul. Segundo os
resultados definitivos no fechamento da bolsa de Nova York, o índice principal
Dow Jones subiu 1,22%, fechando a 34,988,84 pontos, uma recuperação após três
sessões consecutivas de perdas. O Nasdaq, predominantemente tecnológico, subiu
2,53%, a 14.139,76 unidades, enquanto o índice ampliado S&P 500, das 500
maiores companhias negociadas na bolsa, subiu 1,58% a 4.471,07 pontos.
"As ações romperam a tendência
de três sessões com perdas após o anúncio de que a Rússia começou a retirar
suas tropas da fronteira ucraniana, acalmando um pouco as tensões na
região", destacaram os analistas da companhia Schwab.
Bolsonaro em solo russo
O presidente Jair Bolsonaro
(PL), desembarcou na manhã desta terça-feira (15/2) em Moscou para encontro com
Vladimir Putin, que acontecerá na quarta-feira (16/2). Para que esse encontro
aconteça, os russos exigiram que Bolsonaro fique em isolamento até o momento da
reunião com Putin, inclusive a distância entre os dois dependerá do teste de
Covid. Caso Bolsonaro teste positivo, terá que ficar a seis metros do
presidente russo.
A chegada de Bolsonaro justamente no dia em que Putin anunciou a retirada das tropas, gerou meme na internet. O assunto foi o mais comentado no Twitter e os internautas brincaram que o presidente teria “evitado a guerra”.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.