
Testagem da Covid-19 / Reprodução do google.
Com um cenário de desaceleração da variante ômicron, Pernambuco irá analisar os dados epidemiológicos para definir como ficarão os protocolos do Plano de Convivência com a Covid-19 para o período a partir de março.
As atuais regras são vigentes até 1º de marli e indicam, por exemplo, limite de
capacidade em eventos de 500 pessoas em lugares abertos e de 300
participantes em locais fechados. Pernambuco não terá Carnaval - no período em que haveria a folia, festas estão proibidas no Estado.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (17), apesar do registro de uma leve queda no
total de casos, a situação ainda exige cautela. O Estado, acrescenta o gestor,
está em um platô,
um cenário epidemiológico de estabilidade, mas que tem patamares elevados.
“Neste momento, ainda
temos mais de 800 pessoas
internadas nos leitos de Srag [Síndrome Respiratória Aguda
Grave] na rede pública. Estamos saindo da zona crítica de taxa de ocupação”, afirmou
o secretário.
Longo demonstrou preocupação com o elevado número de óbitos: “As mortes costumam atingir o teto duas semanas após o pico de contaminação,
mas seguem crescendo”, alertou, reforçando que os índices mostram que o Estado
passou pelo pico da onda causada pela ômicron.
O secretário informou que, apenas com a análise dos números epidemiológicos da
próxima semana, será possível traçar novos cenários dos protocolos. O anúncio
de como ficará o Plano de Convivência deve ser feito, segundo o secretário, no
máximo, até o dia 1º de
março.
“É possível que haja
relaxamento [das medidas]; vai depender dos dados que
nós vamos colher nesta próxima semana. Apesar de uma nítida mudança de cenário
para melhor, ainda estamos preocupados porque os números ainda são elevados”,
destacou.
Na última semana, segundo dados apresentados por ele na coletiva,
Pernambuco observou uma retração
de 6,6% no total de casos de Srag - foram, no período, 829
casos, ante 890 da semana anterior. “Registramos, na semana passada, 629
solicitações por leitos de UTI. Embora sejam 39 a menos que na semana anterior,
é um número bastante elevado”, explicou André Longo.
O secretário também lembrou que, apesar dos indícios de melhoras, há
lotação alta em alguns hospitais e este não é o momento para “baixar a guarda”.
“Precisamos ter cautela,
especialmente para evitar aglomerações no período que se chama de Carnaval para
evitar um recrudescimento no período sazonal”, apontou Longo.

O período de sazonalidade de doenças respiratórias em Pernambuco, como a
influenza, vai de março até maio. Por isso, o secretário de Saúde lembrou
ser importante observar como irá se comportar a variante BA.2 dda ômicro, mais
transmissível, caso seja introduzida no Estado; e a reintrodução do vírus da
gripe, especialmente a cepa H3N2 Darwin, que provocou uma epidemia entre
dezembro e janeiro.
“Estamos tentando antecipar a vacinação contra a influenza. Esse é um tema
relevantíssimo, especialmente para quem tem a sazonalidade de março a maio,
como é o nosso caso. Pedimos, através do Conass [Conselho Nacional de
Secretários de Saúde] que o Ministério da Saúde tentasse antecipar a entrega
[junto ao Butantan, responsável pela fabricação das vacinas]”, explicou.
Longo ainda lembrou, mais uma vez, da importância da vacinação. Pernambuco vive o
que ele chama de uma “epidemia de não vacinados”, uma vez que quatro a cada cinco mortos e quatro a cada cinco internados
não tomaram todas as vacinas que poderiam. Além disso, há um déficit de 500 mil
pessoas com o esquema vacinal primário e outras 500 mil, que já poderiam ter
tomado a dose de reforço, não foram até os locais de vacinação.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.