Vídeos que circulam mostram crianças com braços amarrados / Reprodução do R7.
A Polícia Civil investiga uma escola infantil na Vila Formosa, zona leste de São Paulo (SP), por maus-tratos em alunos devido à divulgação de vídeos nos quais bebês aparecem amarrados com lençóis, chorando.
As imagens mostram ao menos quatro crianças com os braços envolvidos pelos panos em um banheiro – duas delas abaixo da pia.
Os pais dos alunos da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica foram ao endereço da instituição para realizar protestos, na manhã desta terça-feira (15), com cartazes e gritos de ordem.

Registros mostram maus-tratos contra as crianças / Reprodução do google.
Eles souberam dos vídeos na última semana. Entretanto, a primeira denúncia já havia sido registrada no início de Março.
Na última quinta, a polícia
foi ao local para recolher os lençóis que teriam sido usados para amarrar as
crianças, bem como o celular da proprietária da escola.
Ela diz que os vídeos são uma armação e teriam sido montados para prejudicá-la.
Em nota, a Polícia Civil não divulgou detalhes a respeito da investigação e afirmou que as diligências e oitivas seguem em andamento. Veja:
A Polícia Civil informa que os fatos citados são alvo de investigação pela instituição. Diligências e oitivas estão em andamento. Mais detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial.
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A criança tinha pouco mais de 3 meses quando morreu na escolinha / Reprodução do g1.
Escola já foi investigada em 2010 pela morte de uma bebê de 3 meses:
Em 2010 uma criança de 3 meses morreu após sofrer parada cardiorrespiratória dentro da escola infantil particular da Zona Leste de São Paulo.
Heloisa Vitoria Teodoro tinha pouco mais de 3 meses de vida em 7 de maio de 2010, quando teria parado de respirar no berçário da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, na Vila Formosa.
A diretora da escolinha socorreu a menina, a levando de carro até o Hospital São Luiz, no Tatuapé, onde a morte da bebê foi constatada. A menina já teria chegado morta ao local.
O caso dela foi registrado à época como "morte suspeita" a esclarecer no 30º Distrito Policial (DP), no Tatuapé. Segundo a cabeleireira Isabel Cristina Gardão da Silva, atualmente com 36 anos, o laudo necroscópico apontou que a causa da morte de sua filha foi "asfixia mecânica por agente físico".
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Escola é acusada / Reprodução do google.
Ainda de acordo com a mãe de Heloísa, mesmo diante da suspeita de que a menina teria sido asfixiada, a polícia não investigou isso. E decidiu arquivar o inquérito que apurava a morte dela. Cristina, como prefere ser chamada, contou que a alegação que ouviu dos policiais à época foi de que o arquivamento ocorreu "por falta de provas".
Nesta semana, Cristina foi ouvida pela Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 8ª Delegacia Seccional no inquérito que apura as responsabilidades da Colmeia Mágica pelos vídeos que mostram pelo menos quatro crianças chorando enquanto estão amarradas, com os braços presos por panos, como se estivessem enroladas e imobilizadas por 'camisas de força'.
A polícia decidiu chamar a cabeleireira para prestar depoimento depois de saber que sua filha havia morrido na mesma escolinha que é investigada desde março pelos crimes de maus-tratos, colocar a vida e saúde das crianças em risco, e submissão de crianças a vexame ou constrangimento.
FONTE: R7 E G1.