
Novos ataques na Ucrânia / Reprodução do google.
MOSCOU — O Ministério da
Defesa da Rússia confirmou ter realizado novo ataque com mísseis hipersônicos
contra a Ucrânia neste domingo, destruindo um local de armazenamento de
combustíveis no Sul do país, novamente utilizando o modelo Kinzhal, assim como havia ocorrido no último sábado. Em um ataque independente, soldados
voluntários internacionais que apoiam a Ucrânia também foram alvo de bombas
russas.
Tão grave como a Queda do
Muro: Sete especialistas apontam efeitos da invasão da Ucrânia no munco. "Os
sistemas de mísseis de aviação Kinzhal, com mísseis balísticos hipersônicos,
destruíram um grande local de armazenamento de combustíveis e lubrificantes das
Forças Armadas ucranianas perto do assentamento de Kostyantynivka, na região de
Mykolaiv", informou o Ministério da Defesa da Rússia.
Segundo a AFP, o governo russo
disse que a base atacada era usada para armazenamento de combustível para
veículos blindados ucranianos. Os mísseis hipersônicos teriam sido disparados
do espaço aéreo da Crimeia, região já controlada pela Rússia, informou o Ministério
da Defesa russo, acrescentando que os mísseis de cruzeiro Kalibr, lançados do
Mar Cáspio, também atingiram o mesmo alvo da ação.
Modelo usado nos mais recentes
ataques e chamado por Putin de “arma ideal”, o Kinzhal tem capacidade para
atingir um alvo a mais de 2 mil quilômetros de distância. As forças armadas
ucranianas confirmaram à AFP, no sábado, que um depósito havia sido alvo
dos bombardeios, mas informaram não saber precisar o tipo de míssil utilizado.
Além disso, autoridades russas
afirmaram ter realizado um ataque contra "mercenários estrangeiros"
que, de acordo com Moscou, terminou com mais de 100 mortes. Esta ação
teria sido realizada contra um centro de treinamento localizado na cidade de
Ovruch, no Norte da Ucrânia. O número de vítimas não pode ser ser confirmado de
forma independente.
orças russas também bombardearam uma escola de arte na cidade portuária sitiada em Mariupol, onde cerca de 400 moradores se abrigavam, informou o
conselho da cidade neste domingo. A cidade está sitiada há 20 dias, e sua
situação humanitária, sem fornecimento de água ou de eletricidade, é a mais
dramática da guerra na Ucrânia.
No sábado, autoridades
ucranianas informaram que um ataque ocorrido na sexta contra um quartel
em Mikolayv, no Sul do país, deixou ao menos 50 soldados mortos. Este foi o
ataque com maior número de baixas que o lado ucraniano reconheceu ter sofrido.
As estimativas variam, mas
testemunhas afirmam que cerca de 200 soldados dormiam no local quando ocorreu o
bombardeio. O número de vítimas pode passar de cem, de acordo com militares
locais.
Baixas russas
Autoridades militares ucranianas afirmaram que quase 15 mil soldados russos foram mortos desde que Putin lançou sua invasão há mais de três semanas. Em uma atualização publicada na página do Estado-Maior da Ucrânia no Facebook, as autoridades disseram que 14.700 soldados russos foram mortos em até aqui.
O informe tambéem cita uma
enorme quantidade de equipamento militar russo foi destruída no conflito,
incluindo cerca de 476 tanques, mais de 200 caças, helicópteros e drones e
cerca de 1.487 veículos blindados.
Estes dados não podem ser
verificados de maneira independente. Autoridades de defesa dos EUA estimam que
ao menos 7 mil soldados russos foram mortos em ação, com até 21 feridos
feridos.
FONTE: O GLOBO.