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Anderson Torres / Reprodução: Portal AZ.
Em oitiva realizada na sede da Polícia Federal, em
Brasília, na tarde desta segunda-feira (8), o ex-ministro Anderson Torres negou
ter interferido nas operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo
turno das eleições do ano passado. De acordo com informações obtidas em
primeira mão pelo Correio, ele respondeu a todos os questionamentos e disse que
não decidiu sobre as ações da corporação.
Torres chegou ao prédio por volta das 14h e ficou até as
17h. Ele respondeu aos questionamentos, diferentemente da oitiva marcada em
janeiro, quando ele decidiu ficar calado. O depoimento dele foi marcado para
que o ex-ministro prestasse informações sobre blitzen que ocorreram nos estados
do Nordeste em outubro do ano passado, quando milhões de eleitores saíram para
votar. O ex-ministro deixou o Batalhão de Aviação Operacional da Polícia
Militar do Distrito Federal (Bavop), onde está preso, e foi até o prédio da
corporação para ser ouvido presencialmente.
A detenção dele ocorre por conta de outra investigação,
que apura a participação dele nos atentados que ocorreram no dia 8 de janeiro,
quando extremistas invadiram as sedes dos Três Poderes. Após o depoimento,
Torres retornou ao batalhão onde está preso, por determinação do ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a oitiva, o
ex-ministro afirmou que não interferiu na PRF e que a direção da entidade é
dotada de autonomia para decidir sobre as ações de fiscalização.