Publicada em 26/06/2026 às 10h06.
Ancelotti e Vini Júnior tentam reeditar na Seleção parceria anterior de sucesso no Real Madrid
Técnico tem conseguido extrair do atacante atuações que antes eram vistas apenas pelo clube espanhol.

Foto: Divulgação.


 "O Vinícius Júnior do Brasil não é o mesmo do Real Madrid". Por anos, essa foi a frase mais repetida sobre a diferença de atuação do camisa 7 quando estava na Seleção em relação ao que é visto regularmente no clube. Aos poucos, essa diferença tem diminuído, com o jogador sendo decisivo na primeira fase da Copa do Mundo. Mudança que passou pelo trabalho de um antigo parceiro do futebol espanhol que agora também tem a missão de ajudar a Canarinho a ser hexa.


Evolução


Desde que chegou para assumir o comando da Seleção Brasileira, o técnico Carlo Ancelotti indicou que Vinícius seria peça decisiva no esquema da equipe. Acostumado a atuar aberto pelo lado esquerdo, o atacante passou a se posicionar mais próximo da área, aumentando as participações em gols. Na Copa, até o momento, são seis: sendo quatro bolas na rede e duas assistências.


Em termos de comparação, das 30 participações em gols do atacante na história da Liga dos Campeões, 20 foram durante o período em que Ancelotti comandou o Real Madrid. O camisa 7 ainda marcou nas duas finais que os espanhóis venceram, em 2022 e 2024.


Antes de trabalhar com o italiano, o brasileiro oscilava no Real Madrid, com números bem mais modestos do que os atuais. Contexto parecido com o de Vini pela Seleção antes de Ancelotti assumir a Amarelinha.


Sob o comando de Tite, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior, Vinícius marcou apenas sete gols em 41 jogos. Com Ancelotti, são seis bolas na rede em 11 partidas. Marcou quatro vezes no Mundial deste ano, sendo uma vez contra Marrocos, outra diante do Haiti e duas perante a Escócia.

Marcas

 

Ao marcar em todos os jogos da primeira fase, Vinícius Júnior se juntou a outros craques que já tinham repetido o feito em Copas anteriores como Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo Fenômeno (2002) e Rivaldo (2002). Em todos os anos, aliás, o Brasil foi campeão mundial. Na etapa de grupos, Ademir de Menezes é o único brasileiro a superar a marca de quatro gols, anotando seis na edição de 1950.


“Não tinha dúvida de como ele poderia chegar a essa Copa do Mundo. Para ele é uma honra jogar com a Seleção. Ele está indo muito bem, também fez gol de cabeça, que é muito raro para ele. Para mim, Vini é top, um dos melhores do mundo”, afirmou Ancelotti.


Até mesmo quem antes ostentava o papel de protagonista da Seleção se rendeu ao bom momento do camisa 7. “Fico muito feliz pelo momento do Vini. Ele é o nosso principal jogador e está numa fase incrível. Vem nos ajudando, decidindo os jogos. Isso é importante para nós”, apontou o atacante Neymar. 



FONTE: FOLHA PE.




                  

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