Publicada em 10/05/2023 às 08h29.
Operação policial fecha fábrica de cigarros clandestina que produzia 2 milhões de unidades por dia
Quatro homens foram presos no Cabo de Santo Agostinho. Segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz), negócio ilegal gerou perda de arrecadação de R$ 3,75 milhões por mês para os cofres públicos estaduais.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: OExtra.Net.


Uma fábrica de cigarros que funcionava de forma clandestina foi interditada no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. De acordo com a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), o estabelecimento operava sem registro e em condições insalubres, gerando uma perda de arrecadação, por mês, de quase R$ 3,75 milhões para os cofres públicos. Quatro homens que trabalhavam no local foram presos em flagrante.


As informações sobre o caso foram divulgadas nesta terça (9) após uma operação conjunta da Sefaz com as polícias Civil, Militar e Federal.


Em entrevista à TV Globo, o gerente de Ações Fiscais da secretaria estadual, Amom Mandel Lins, disse que os cigarros eram produzidos em condições sanitárias inadequadas.


“Nas fábricas clandestinas, o fumo é guardado junto a ratos, insetos, em porões com umidade. [...] Esta, no caso, provocava um prejuízo mensal de R$ 3,75 milhões de perda de arrecadação só do imposto estadual, fora os federais. Para se ter uma ideia, a arrecadação em Pernambuco, com o ICMS dos cigarros, gira em torno de R$ 20 milhões”, afirmou o gerente de Ações Fiscais.


Ainda segundo Amom Mandel Lins, o estabelecimento, localizado no bairro de Pontezinha, já funcionou como fábrica de pipocas e foi descoberto durante ações de fiscalização de rotina.


“Detectamos quatro estabelecimentos que poderiam estar trabalhando irregularmente. E, durante as diligências, encontramos uma antiga fábrica de pipocas onde havia a suspeita de que funcionava como uma fábrica clandestina de cigarros”, contou.


Quatro pessoas autuadas em flagrante

Na operação, quatro homens que trabalhavam na fábrica foram detidos e conduzidos à Polícia Federal.


De acordo com a PF, os suspeitos são:


um empreiteiro de 56 anos, natural de São Lourenço da Mata e residente no Cabo de Santo Agostinho;


um ajudante de pedreiro de 41 anos, natural e residente da cidade de Pedro Velho (RN), com passagens pela polícia por direção perigosa e embriaguez ao volante;


outro ajudante de pedreiro de 49 anos, natural de Itaíba e residente no Cabo;


um terceiro ajudante de pedreiro, de 25 anos, natural de Guarulhos (SP) e morador de Camaragibe.


No local, foi apreendida mais de 1 tonelada de insumos importados, incluindo tabaco, seda e outras matérias-primas usadas na fabricação dos cigarros.


Também foi encontrada uma caixa com selos de Imposto sobre Produtos Importados (IPI) que, de acordo com a polícia, podem ter sido falsificados.


Ainda segundo a investigação, a unidade produzia mais de 2 milhões de cigarros por dia, abastecendo pontos comerciais em todo o Grande Recife.


A delegada da Polícia Civil Gabrielle Nishida informou que vai investigar a participação dos suspeitos no esquema.


“São pessoas que estavam no momento da abordagem e, por isso, houve a necessidade do encaminhamento, pela relação e envolvimento com tudo que foi identificado”.


Segundo a Polícia Federal, os investigados foram autuados pelos seguintes crimes:


falsificação de papéis públicos;

falsificação de produtos;

contrabando;

organização criminosa.


A PF informou ainda que os suspeitos passaram por audiência de custódia e vão responder em liberdade.



FONTE: G1.

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