
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Notícias ao Minuto.
Um dia após a Petrobras anunciar reduções nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha e mudanças em sua política de preços, postos de combustíveis começaram a reduzir o valor cobrado nas bombas. Mas a diminuição não foi tão rápida quanto a verificada em momentos de reajustes de preços.
O governo vem pressionando outros elos da cadeia a baixar rapidamente os preços, com promessa de fiscalização pelo Ministério da Justiça, mas distribuidoras de combustíveis alegam que os preços são livres e que o repasse depende de outros componentes de custo dos produtos.
A maior redução encontrada pela reportagem nesta quarta (17) na capital paulista foi de R$ 0,40 no litro da gasolina em um posto da rede Shell na rua da Consolação. O litro do combustível comum era vendido a R$ 4,99, mesmo patamar da gasolina aditivada, que viu seu preço recuar R$ 0,60.
Já o litro diesel S-10 estava sendo vendido a R$ 5,99, depois de passar por uma redução de R$ 0,50. Segundo o gerente do posto, Arlindo Alves, os preços não eram alterados há cerca de duas semanas.
O preço da gasolina nas refinarias da estatal caiu R$ 0,40 por litro. O preço do diesel foi reduzido em R$ 0,44 por litro. Já o do gás de cozinha diminuiu R$ 8,97 por botijão de 13 quilos. Os novos valores entraram em vigor nesta terça (16) e já refletem a nova política de preços, que abandonou o conceito de paridade de importação.
O repasse para o consumidor, porém, depende de políticas comerciais de distribuidoras e postos. No caso da gasolina, parte do ganho será compensado pelo aumento do ICMS, no início de junho, e pela reoneração de impostos federais, em julho.
Segundo o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), os descontos verificados nas bombas estão aquém das reduções anunciadas pela Petrobras. A entidade coletou dados em dois postos da Vibra/BR, três do Ipiranga e dois da Shell na capital.
De acordo com o levantamento, a queda no preço da gasolina comum para os consumidores não passa de R$ 0,25, e a do diesel S-10 chega, no máximo, a R$ 0,36.
"O consumidor quer chegar no posto e pagar menos do que ele pagava. Mas o problema está na distribuidora, que não repassa [a queda] para o posto", diz José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro.
PORTO ALEGRE E CURITIBA
Na região metropolitana de Porto Alegre (RS), às margens da BR-116, onde costumam ser praticados os menores preços, os postos mais em conta vendiam a gasolina entre R$ 4,79 e R$ 4,99.
Segundo João Carlos Dal'Aqua, presidente do Sulpetro (Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do RS), a adaptação dos preços à nova política da Petrobras dependerá ainda dos estoques das distribuidoras nos próximos dias.
Para Dal'Aqua, a queda pode ou não ser percebida no Rio Grande do Sul ou ocorrer por um período muito curto, pois a partir de junho passa a vigorar a alíquota única de R$ 1,22 de ICMS, R$ 0,27 a mais do que o valor atual.
Em bairros centrais de Curitiba (PR), postos de combustíveis chegaram a exibir reduções de R$ 0,20 a R$ 0,30 no preço da gasolina comum.
Em um posto localizado em uma das principais vias do bairro Rebouças, o preço cobrado pelo litro caiu de R$ 5,79 para R$ 5,49. No posto de uma grande avenida do bairro Mercês, a mudança foi de R$ 5,49 para R$ 5,29. Outros postos do mesmo bairro registraram queda de R$ 0,20.
O Paranapetro (Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná) informou que não faz pesquisas de preço, mas, em nota, disse que "a velocidade e dimensão do repasse depende principalmente da política de preços das distribuidoras", já que os postos de combustíveis não podem comprar diretamente das refinarias.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.