Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Rafael Vieira / Reprodução: Dário de Pernambuco.
A segunda visita do presidente Lula (PT) a Pernambuco,
desde que assumiu pela terceira vez o comando do Palácio do Planalto, aconteceu
diante de um cenário razoavelmente diferente da primeira agenda no estado, no
último mês de março, no Recife. Aos poucos, o petista tem dado sinais de que
vai conseguir apaziguar o clima de rivalidade decorrente da polarização que
norteou o país desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Acenos
Durante toda a agenda em Pernambuco, Lula fez questão de
estar ao lado da governadora Raquel Lyra (PSDB) e de João Campos, prefeito do
Recife. A deferência foi retribuída pelos gestores estadual e municipal, que,
em discurso, ressaltaram a necessidade de união em prol dos interesses da
população.
Agenda
Lula chegou ao estado na tarde da terça-feira (6). A
comitiva presidencial pousou na base aérea do Recife, no bairro do Jordão, por
volta das 15h. O primeiro de uma série de três compromissos se deu no município
de Goiana, na Mata Norte. Lula visitou as instalações do pólo automotivo da
cidade e inaugurou, ao lado do CEO da Stellantis para a América do Sul, Antonio
Filosa, a linha de produção de um novo modelo de picape da marca Ram.
Farmácia Popular
Já na manhã de ontem (7), o presidente comandou, no
Recife, a cerimônia de lançamento do novo programa Farmácia Popular do Brasil.
Em solenidade realizada no Compaz Ariano Suassuna, no bairro do Cordeiro, Lula
anunciou, entre as novidades, a gratuidade para beneficiários do Bolsa Família
no acesso a 40 tipos de medicamentos e um sistema de entrega de remédios à
população indígena aldeada.
Criado em 2004 durante o primeiro mandato de Lula à
frente do Palácio do Planalto, o programa foi implementado por Humberto Costa
(PT), então ministro da Saúde e, atualmente, senador da República. A iniciativa
nasceu com o objetivo de garantir o acesso da população a medicamentos
gratuitos ou a baixo custo, mas teria sido desidratada durante as gestões dos
ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), segundo declaração de
Humberto à reportagem do Diario de Pernambuco.
Lula chegou ao evento acompanhado da primeira-dama Janja
da Silva, e dos ministros André de Paula, (PSD), de Pesca e Aquicultura;
Luciana Santos (PCdoB), de Ciência, Tecnologia e Inovação; Nísia Trindade, da
Saúde; Camilo Santana (PT), da Educação; e Rui Costa (PT), da Casa Civil.
Entre as autoridades políticas, integraram a comitiva a
governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB); o prefeito do Recife, João
Campos (PSB); e os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão (PT), além de
parlamentares das bancadas estadual e federal aliados ao Planalto.
IFPE
Logo após o encerramento do ato no Recife, a comitiva
presidencial seguiu para o bairro de Maranguape I, no Paulista, onde Lula
inaugurou um campus do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), último
compromisso do petista no estado. Em seu discurso, Lula reafirmou o compromisso
assumido durante a campanha de ter a educação como um dos principais pilares da
gestão e eixo-base do desenvolvimento da sociedade.
"Não existe exemplo de um país que se desenvolveu sem antes investir na educação, que é a base fundamental para o crescimento da pessoa humana. Quanto mais formado a gente estiver, profissionalmente, mais o país vai se valorizar no exterior. Seremos capazes de produzir coisas com competitividade", afirmou o presidente, ao anunciar ao autorizar o início das obras do campus do IFPE na cidade vizinha de Olinda, com recursos de R$ 25 milhões.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.