
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Folha-PE.
Data mais apaixonada do calendário, o 12 de junho é celebrado todos os anos no Brasil como “Dia dos Namorados”. Mas a escolha por essa data não foi em vão, e apesar de todo romantismo e sentimento de união e afeto, há também um viés comercial por trás.
A origem da data passa pela Igreja Católica, através
da história de vida de São Valentim. Padre do Império Romano, à época governado
pelo imperador Cláudio II, ele, assim como os outros párocos e soldados,
estava proibido de se envolver amorosamente. A justificativa para os
religiosos, que se estende aos dias atuais, é de que somente a igreja deve ser
o foco.
Professora e historiadora, Thalyta Rafaela de Oliveira chamou atenção para um terceiro motivo para a escolha da data. “Aqui no Brasil, a origem da data está relacionada com o comércio, uma vez que nessa época do ano as compras eram muito ‘fracas’. João Doria escolheu o dia que antecede o dia de Santo Antônio, conhecido por ser considerado o santo casamenteiro”, disse.
Ela fez uma comparação entre a comemoração nacional e a que acontece ao redor do mundo, reforçando a tese comercial brasileira.
“Ao contrário de outros lugares do mundo, como nos Estados Unidos e na Europa, em que a data é comemorada em fevereiro em homenagem ao padre romano que foi condenado por contrariar as autoridades, aqui no Brasil foi criada com o objetivo de alavancar o comércio mesmo. Até 1949, as vendas eram as mais baixas do ano”, completou.
Diogo Barreto, também historiador e professor, citou a existência de duas comemorações no Brasil para o Dia dos Namorados. No entanto, classificou a do mês de junho como a mais popular.
“Embora a origem dessa data seja mais voltada a São Valentim e rituais pagãos envolvendo festividades da fertilidade no Império Romano, ainda no século V, quando foram banidas pela Igreja Católica, o mundo comemora a data mesmo no dia 14 de fevereiro. Atualmente, há duas comemorações no Brasil, embora a de junho seja a mais chamativa”, assegurou ele.