Publicada em 12/06/2023 às 08h49.
O medicamento é fabricado pela farmacêutica britânica GSK, mas ainda não há nenhuma divulgação sobre a comercialização no Brasil. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 5 de junho.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Notícias ao Minuto.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
aprovou o primeiro medicamento injetável contra o HIV. O cabotegravir é uma
profilaxia pré-exposição (PrEP), ou seja, serve para reduzir o risco de
contrair o vírus da Aids.
O medicamento é fabricado pela farmacêutica britânica
GSK, mas ainda não há nenhuma divulgação sobre a comercialização no Brasil. A
aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 5 de junho.
Atualmente a profilaxia pré-exposição para o vírus da Aids
já é usada no SUS. No entanto, é preciso tomar um comprimido por dia do TE
(tenofovir e encitrabina).
O medicamento foi aprovado pela FDA, agência reguladora
dos Estados Unidos, em 2021. Ele é administrado primeiramente com duas injeções
iniciais com um mês de intervalo e, depois disso, a cada dois meses.
Em artigo na Folha, o médico Drauzio Varella disse que
droga pode revolucionar prevenção da Aids e diminuir 90% do risco.
As pesquisas mostraram que de janeiro de 2017 a novembro de 2020 ocorreram 40
infecções pelo HIV: quatro delas no grupo que recebeu cabotegravir; 36 no grupo
tratado com TE. Portanto, o cabotegravir reduziu 88% do risco em relação às que
tomaram um comprimido diário de TE.
"É um medicamento seguro, bem tolerado, capaz de
manter sua ação inibitória por oito semanas, contadas a partir de uma injeção
de 600 mg pela via intramuscular', disse.
Entretanto, ressaltou que cada dose de cabotegravir custa US$ 3.700, nos EUA,
preço que inviabiliza seu uso em quase todos os países.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.
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