Publicada em 12/06/2023 às 11h38.
Esta é a sétima rodada de julgamentos que tratam dos investigados de participarem diretamente ou de incentivarem os ataques às sedes dos três Poderes.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Notícias ao Minuto.
O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta
sexta-feira (9) para tornar réus mais 70 denunciados pela PGR
(Procuradoria-Geral da República) após os atos golpistas de 8 de janeiro.
Esta é a sétima rodada de julgamentos que tratam dos
investigados de participarem diretamente ou de incentivarem os ataques às sedes
dos três Poderes.
Até o momento, o Supremo transformou em réus 1.175 suspeitos de envolvimento nos
ataques, com previsão de que os processos, com eventual condenação ou
absolvição dos acusados, tramitem na própria corte.
Como os 70 acusados na sessão do plenário virtual que se
encerra nesta sexta devem se tornar réus, o número chegará a 1.245. Ainda faltam
145 casos para serem analisados.
Na rodada que envolve 70 acusados, já votaram pelo recebimento das denúncias o
relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Luís
Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ainda não havia
votado a ministra Cármen Lúcia.
Já os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça,
que foram indicados ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), votaram
na maioria dos casos contra receber as denúncias e transformar os acusados em réus.
Essa rejeição seria em relação aos acusados de incitar os
ataques, sobretudo pessoas que acamparam em frente ao Quartel-General do
Exército em manifestações que apoiavam golpe de Estado.
No entanto, em seis dos 70 casos, que envolvem pessoas
diretamente ligadas aos ataques aos edifícios públicos, os dois ministros
indicados por Bolsonaro defenderam que a competência para analisar os casos não
é do Supremo, mas caso derrotados nesse quesito, concordam em receber as
denúncias.
Ao todo, 1.390 pessoas foram denunciadas pela PGR por envolvimento nos ataques.
Em manifestações sobre o caso, a Procuradoria afirmou haver conjunto probatório
para sustentar a acusação, como imagens, mensagens e testemunhos.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.
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