
Leitos de UTI
neonatal no Hospital Regional de Salgueiro / Reprodução: Folha-PE.
Oitenta e sete recém-nascidos e crianças estão na fila
por um leito na rede pública de saúde de Pernambuco,
segundo os dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), de
quarta-feira (21). O cenário de superlotação de unidades neonatais e
pediátricas levou o Governo do Estado a decretar estado de emergência na saúde pública.
Inicialmente, o decreto, que foi publicado em edição extra do Diário Oficial de terça-feira (20), vale por 90 dias - este prazo pode ser prorrogado.
Segundo o documento, assinado pela governadora Raquel Lyra, foi levada em consideração a superlotação nas emergências dos hospitais do Estado, que estão com "expressiva taxa de ocupação de leitos".
"O decreto [...] vem no contexto da sazonalidade da
gripe pediátrica, em que as doenças respiratórias têm causado grande impacto
nos sistemas de saúde do País e em Pernambuco", explicou a SES-PE, em
nota.
A sazonalidade de vírus respiratórios em Pernambuco, acrescenta a secretaria, é vivenciada entre os meses maio e julho. Isso "ocasiona um aumento da demanda por leitos especializados na rede pública de saúde, principalmente para assistência voltada ao atendimento pediátrico".
Entre os 87 recém-nascidos e crianças que aguardam a regulação das vagas:
Atualmente, a rede e leitos do Estado conta com 219 unidades pediátricas e 111 neonatais. Os leitos estão "utilizados na capacidade máxima", de acordo com a SES-PE.
"Esses números são variáveis, estão sujeitos à alteração a todo o momento. A Central Estadual de Regulação de Leitos atua 24h por dia, e os pacientes, assim que surgem as vagas, são transferidos para a UTI", completa a secretaria.
A SES-PE também informou que:
"A abertura de novas UTIs neonatais é complexa, pois os profissionais necessitam de treinamento específico. Entretanto, a gestão esclarece que segue trabalhando para abrir novos leitos", finalizou a SES-PE.
Esse aumento se registra especialmente no Norte e Nordeste, tendo o Centro-Sul do país observando sinais de queda ou interrupção do crescimento do casos de Srag.
Para Pernambuco, o boletim indica que as tendências de curto prazo, observada nas últimas três semanas, e de longo prazo, nas últimas seis semanas, é de estabilidade ou oscilação.
O cenário é especialmente crítico nos estados de Acre,
Alagoas, Amapá, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe, onde há
probabilidade de crescimento, sendo que em cinco deles (Acre, Amapá,
Pará, Rio Grande do Norte e Roraima), o crescimento recente está associado
justamente às crianças.
A pasta também pede para que pais e responsáveis evitem levar crianças para locais fechadas e com aglomerações, além de manter o cartão de vacinação atualizado, evitar a circulação das crianças em escolas e creches quando apresentarem sintomas de gripe e manter os hábitos de higiene, como lavar as mãos.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR.